O que o gás de cozinha não conta sobre o GLP
Por Estúdio JOTA — JOTA
Existe uma diferença curiosa entre a maneira como o Brasil se acostumou a chamar o GLP e o espaço que o produto ocupa no dia a dia. “gás de cozinha” é uma expressão que faz sentido para um combustível presente nas casas de milhões de brasileiros, mas essa definição conta apenas parte da história.
O combustível utilizado no preparo das refeições também está presente em padarias e restaurantes, processos industriais, propriedades rurais, hospitais e diferentes atividades de produção e serviços.
Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva para o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) mostra que essa diversidade é percebida pelos próprios brasileiros. Em média, os entrevistados dizem conhecer oito aplicações diferentes para o GLP. Entre elas estão a produção de alimentos, cozinhas comerciais e industriais, aquecimento de água, atividades do agronegócio, hospitais, indústria farmacêutica e fabricação de vidro e cerâmica.
Muito além da cozinha
Os números ajudam a dimensionar essa percepção. Segundo a pesquisa, 96% dos entrevistados reconhecem pelo menos uma aplicação do GLP na produção de alimentos. Na indústria, o índice é de 92%; na saúde, de 68%; e no agronegócio, de 66%.
Quando o olhar se amplia para residências, comércio, campo, indústria e serviços, 90% reconhecem a presença do GLP nesses diferentes espaços.
A variedade de aplicações ajuda a explicar por que a importância atribuída ao produto também ultrapassa o ambiente doméstico. Para 88% dos entrevistados, o GLP ajuda o Brasil a funcionar todos os dias; 86% o consideram muito importante para a economia brasileira; e 87% afirmam que o combustível contribui para o crescimento econômico.
A cozinha continua sendo a imagem mais familiar do GLP. Mas, quando convidados a olhar além dela, os brasileiros reconhecem o produto em diferentes atividades que fazem parte do funcionamento cotidiano da economia.
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Essa presença assume formas diversas. Na produção e comercialização de alimentos, o GLP aparece em cozinhas profissionais e processos de preparo. No campo, integra atividades do agronegócio. Na indústria, participa de diferentes processos produtivos. Na saúde, está associado a hospitais e à indústria farmacêutica.
São usos distintos de um combustível cuja principal característica, nesse contexto, é a versatilidade.
Diferentes usos, as mesmas exigências
A diversidade de aplicações não muda, porém, alguns atributos que o consumidor associa ao produto. Segurança, qualidade e procedência aparecem como elementos centrais na percepção dos brasileiros.
Na hora da compra, a segurança é considerada muito importante por 94% dos entrevistados. A garantia da quantidade correta aparece com 92%, e a qualidade do gás, com 91%.
A preocupação se estende à forma como o produto é colocado no recipiente. Para 93%, o enchimento deve ocorrer em instalações industriais autorizadas, por empresas distribuidoras regulamentadas e com equipes preparadas para situações de emergência.
A marca também aparece associada a essa relação de confiança: 65% consideram muito importante que ela garanta a qualidade do gás comercializado.
Os dados sugerem que, para o consumidor, ampliar os usos do GLP não significa separar o produto dos atributos tradicionalmente associados a ele. Segurança, qualidade e confiança na origem acompanham o combustível tanto em sua aplicação mais conhecida, dentro das residências, quanto nos demais espaços em que é utilizado.
Da necessidade básica à atividade econômica
Dentro de casa, a importância do GLP é percebida de maneira direta. Para 85% dos entrevistados, o gás de cozinha é uma necessidade básica das famílias, e 90% associam o acesso ao produto à melhora da qualidade de vida.
Mas essa percepção se amplia quando a pergunta passa da residência para o funcionamento do país. Para 84%, o GLP é estratégico para a segurança energética brasileira. Outros 88% consideram que muitos serviços essenciais seriam afetados sem o combustível.
A importância econômica também aparece na percepção sobre os pequenos negócios: 86% dos entrevistados afirmam que dependem do GLP para sobreviver.
Há ainda uma associação direta com alimentação. Para 90%, o gás de cozinha ajuda milhões de pessoas a ter uma alimentação adequada, enquanto 88% consideram o GLP parte da segurança alimentar do país.
Os dados revelam, assim, duas dimensões de um mesmo produto. De um lado, o GLP está associado a uma necessidade cotidiana das famílias. De outro, participa de atividades produtivas, pequenos negócios e serviços que fazem parte do funcionamento da economia.
O mapa é maior que o nome
“Gás de cozinha” continuará sendo a forma mais familiar de chamar o GLP. Mas o mapa de aplicações do produto é muito maior do que o nome sugere.
Produção de alimentos, comércio, agronegócio, indústria, saúde e serviços essenciais fazem parte desse mapa. Em média, os brasileiros reconhecem oito aplicações diferentes para o combustível.
E há algo que atravessa esses diferentes usos: a expectativa de que o produto chegue com segurança, qualidade e procedência conhecida.
Talvez seja essa a principal diferença entre olhar apenas para o botijão na cozinha e olhar para o GLP na economia. O primeiro mostra seu uso mais conhecido. O segundo revela a dimensão de sua presença.
Fonte: JOTA