O que as últimas pesquisas eleitorais divulgadas mostram?

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Por Daniel Marcelino — JOTA

As cinco pesquisas divulgadas na manhã desta quarta-feria (21/10) mantêm Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT), com diferenças entre 1 e 2,2 pontos percentuais — todas dentro das respectivas margens de erro. O padrão do movimento, porém, inverte o da semana anterior: em três dos cinco institutos a distância aumentou em relação à própria rodada anterior , em vez de encolher. Futura/Apex e Palver, que haviam registrado os resultados mais apertados, voltaram a abrir. A Quaest/Globo e Veritá seguem no sentido contrário, com a diferença encolhendo de 2,2 para 1,2 ponto e de 2 para 1,4, respectivamente.

Em nenhum dos casos a vantagem é suficiente para apontar um favorito: com exceção da Veritá, cuja margem de erro declarada é de apenas 1 ponto, todas as diferenças cabem dentro da margem do próprio levantamento.

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Ideia/Meio (15/10 a 19/10)

Na pesquisa telefônica realizada entre 15 e 19 de outubro, com 1.500 entrevistas, Flávio aparece com 48% das intenções de voto, contra 46% de Lula. Brancos e nulos somam 3,4%, e os indecisos, 2,6%. Nos votos válidos, que desconsideram brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 51,1%, contra 48,9% de Lula, uma diferença de 2,2 pontos, inferior à margem de erro. A margem de erro é de 2,5 pontos.

É a primeira rodada do instituto depois do 1º turno — a anterior foi a campo entre 25 e 28 de setembro, quando a diferença nos válidos era de 0,6 ponto. A comparação, portanto, atravessa a votação de 4 de outubro e a mudança de desenho amostral, e deve ser lida com reserva. No potencial de voto, Flávio tem 48,2% e Lula, 46,6%; na rejeição absoluta, Lula é o mais rejeitado, com 47,7%, contra 46,5% de Flávio.

Futura/Apex (19/10 a 20/10)

Na pesquisa telefônica realizada entre 19 e 20 de outubro, com 2.000 entrevistas, Flávio aparece com 48,9% das intenções de voto, contra 46,8% de Lula. Brancos e nulos somam 2%, e os indecisos, 2,3%. Nos votos válidos, que desconsideram brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 51,1%, contra 48,9% de Lula, uma diferença de 2,2 pontos. A margem de erro é de 2,2 pontos.

O resultado interrompe a sequência de aproximação que o instituto vinha registrando. Na rodada anterior, de 16 e 17 de outubro, a distância era de 0,8 ponto nos válidos — a mais estreita que a Futura havia medido desde o 1º turno. Flávio subiu de 48,3% para 48,9% e Lula recuou de 47,5% para 46,8%, enquanto o espaço fora dos dois candidatos permaneceu em 4,3%. Na intenção de voto espontânea, em que o entrevistado responde sem lista de nomes, Flávio tem 47,2% e Lula, 46,1%, com 0,5% para outros nomes e 6,2% entre brancos, nulos e indecisos. Já na rejeição espontânea, a posição se inverte: 47,3% dizem não votar em Lula de jeito nenhum, contra 45,2% que afirmam o mesmo sobre Flávio.

Palver (18/10 a 20/10)

No levantamento pela internet realizado entre 18 e 20 de outubro, com 5.000 entrevistas, Flávio registra 50% das intenções de voto, ante 48% de Lula. Brancos e nulos somam 1%, e nenhum indeciso foi registrado. Nos votos válidos, que desconsideram brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 51%, contra 49% de Lula, uma diferença de 2 pontos. A margem de erro declarada é de 2,3 pontos.

A distância dobrou em relação à rodada anterior do instituto, de 10 a 15 de outubro, quando era de 1 ponto nos válidos. O movimento veio de Lula, que recuou de 49% para 48%, com Flávio estável em 50% – ainda assim, é um quadro bem mais apertado do que a consultoria aferia na véspera do primeiro turno, quando a diferença foi de 5,4 pontos. Por ser conduzido pela internet e praticamente sem indecisos declarados, o levantamento tem a menor distância entre votos totais e votos válidos do conjunto.

Quaest/Globo (17/10 a 20/10)

Na pesquisa presencial realizada entre 17 e 20 de outubro, com 2.154 entrevistas, Flávio registra 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Brancos e nulos somam 9%, e os indecisos, 2%. Nos votos válidos, que desconsideram brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 50,6%, contra 49,4% de Lula, uma diferença de 1,2 ponto. A margem de erro é de 2 pontos.

A distância encolheu em relação à rodada anterior do instituto, de 10 a 13 de outubro, quando era de 2,2 pontos nos válidos . Como nas rodadas anteriores, a consultoria inclui as respostas de abstenção na categoria de brancos e nulos, o que ajuda a explicar o percentual elevado: 11% do eleitorado fora da disputa direta, a maior parcela entre os quatro levantamentos.

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O levantamento traz outras leituras que não acompanham a liderança no estimulado. Na intenção de voto espontânea, Lula e Flávio empatam com 40% cada, com 14% de indecisos e 6% de brancos e nulos. Na rejeição absoluta, Flávio é o mais rejeitado: 52% afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, contra 47% de Lula.

Veritá (15/10 a 19/10)

No maior levantamento do período, com 15.231 entrevistas por telefone, via URA, entre 15 e 19 de outubro, Flávio tem 49,7% das intenções de voto, ante 48,2% de Lula. Brancos e nulos representam 1,4%, e os indecisos, 0,7%. Nos votos válidos, que desconsideram brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 50,7%, contra 49,3% de Lula, uma diferença de 1,4 ponto. A margem de erro declarada para o levantamento é de 1 ponto.

A diferença diminuiu em relação à rodada anterior do instituto, encerrada em 16 de outubro, quando era de 2 pontos nos válidos. O movimento veio inteiramente de Lula, que subiu de 47,7% para 48,2%, com Flávio estável em 49,7%, enquanto o espaço fora dos dois candidatos encolheu de 2,6% para 2,1% — o menor entre as pesquisas por telefone. Vale notar que os dois períodos de campo se sobrepõem em dois dias, o que suaviza a variação entre as rodadas.

Fonte: JOTA

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