O golpe, quando fracassa, vira nostalgia. Quando se repete, vira nova Constituição

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Por Carlos Castelo — Brasil de Fato

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio-fundador do grupo de humor Língua de Trapo.

Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. A coluna também publica crônicas — histórias compactas e irônicas que vêm, cutucam e partem.

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Casteladas, a coluna de aforismos e pensamentos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço. A frase curta – ou o fragmento – de alegria instantânea, a serviço do humor.

Imaginei Flávio no Planalto e me senti seguro como um peru vendo que o calendário chegou em dezembro.

Quando proibirem pensar, metade do país nem vai notar a diferença.

O golpe, quando fracassa, vira nostalgia. Quando se repete, vira nova Constituição.

Paraná. Aí é que moro o perigo.

Não peço mais ao Brasil um futuro glorioso. Já ficaria satisfeito com um passado que parasse de voltar.

A democracia no Brasil é muito apreciada até começar a atrapalhar os negócios.

Paz política é quando todos no churrasco continuam discordando, mas alguém traz a sobremesa.

01, 02, 03, 04. Feitas as contas, uma família de zeros à esquerda

Ah, a falta que Olavo de Carvalho não faz.

No estado de exceção, tudo continua dentro da lei. Só a lei é que fica do lado de fora.

Toda potência acha o próprio quintal apertado e o do vizinho subutilizado.

Olhando para o mundo de hoje, concluímos: Orwell exagerou pouco.

A política de Bolsonaro funciona como franquia de família: o filho assume a loja, mantém o propósito e só troca o letreiro da fachada.

A família ainda não virou empresa porque ninguém descobriu quem é o RH.

Governo de esquerda não existe, o que existe são momentos em que o mercado se distrai.

*Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil de Fato.

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Fonte: Brasil de Fato

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