O Brasil não quebrou nem vai quebrar: quem ganha com o alarmismo fiscal?

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Recentemente, o Banco Central do Brasil divulgou que a dívida pública do país alcançou R$ 10,9 trilhões, representando 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa informação gerou reações alarmistas na mídia, que rotulou o governo como ‘gastador irresponsável’. No entanto, especialistas apontam que o Brasil não corre risco de default, uma vez que a dívida é emitida na moeda nacional. O aumento da dívida é atribuído principalmente às altas taxas de juros pagas aos credores, e não aos gastos com áreas sociais como saúde e educação. O candidato à presidência Flávio Bolsonaro criticou a situação, mas não mencionou que o déficit primário é muito menor do que os juros pagos. De acordo com dados do Banco Central, o déficit primário nos últimos doze meses foi de 0,67% do PIB, enquanto os juros somaram R$ 1,15 trilhão, ou 8,67% do PIB. Essa disparidade levanta questões sobre a manipulação de dados para criar uma narrativa alarmista sobre a saúde fiscal do país.

Fonte: Intercept Brasil

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