Nunes Marques: ‘países democráticos podem trocar experiências, mas não interferir nas eleições’

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou nesta sexta-feira (2) que países democráticos podem cooperar e compartilhar experiências, mas não devem interferir nas eleições de outras nações. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News.

“É importante dizer que o Brasil e as demais nações democráticas do mundo, historicamente, trocam conhecimentos e contribuem mutuamente para o fortalecimento das democracias. Nações democráticas dialogam, não interferem. Já estão no Brasil os observadores das sete missões eleitorais internacionais que atuarão em diversos estados de forma independente”, afirmou.

As missões internacionais acompanham diferentes fases do processo eleitoral brasileiro, desde a preparação até a votação, a apuração e a totalização dos votos. Entre as instituições credenciadas estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul) e a União Europeia.

Segundo o TSE, os observadores estrangeiros desempenham suas funções de maneira técnica e independente, sem interferir na condução das eleições. O primeiro turno está marcado para domingo (4).

Observadores acompanham eleições

Além das sete missões eleitorais internacionais, representantes de instituições eleitorais de mais de 25 países participam de uma programação organizada pelo TSE para conhecer a estrutura das eleições brasileiras.

De acordo com Nunes Marques, a iniciativa busca apresentar aos estrangeiros os mecanismos utilizados na organização e na segurança do processo eleitoral. “Nossa estratégia é oferecer informações claras e confiáveis sobre esses procedimentos sempre que necessário. É assim que define a Constituição”, disse.

O presidente do TSE também mencionou medidas adotadas pela Justiça Eleitoral diante da desconfiança em relação ao sistema de votação. Uma delas prevê a participação dos dois últimos eleitores de cada seção no encerramento dos trabalhos.

“Nesta eleição, por exemplo, convidaremos os dois últimos eleitores que irão votar a acompanhar o encerramento da sessão eleitoral. Serão centenas de milhares de pessoas que poderão atestar que depois delas ninguém mais votou naquela sessão”, afirmou.

Entre os desafios apontados pelo ministro para as eleições deste ano estão a desinformação, o uso irregular da inteligência artificial, a violência política de gênero e os abusos na propaganda eleitoral.

Nunes Marques também afirmou que a atuação do TSE deve observar os limites estabelecidos pela Constituição. “A Justiça Eleitoral, apesar de toda a sua ramificação, consegue manter a unicidade na missão de ser a Justiça da democracia”, declarou.

Fonte: Brasil 247

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