Nunes Marques diz que eleição não está sob ameaça de interferência estrangeira

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Por Otávio Rosso — Brasil 247

247 – Às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (3) que os órgãos de inteligência não identificaram ameaças concretas de interferência estrangeira ou do crime organizado no pleito marcado para este domingo (4).

Em entrevista ao jornal O Globo, Nunes Marques disse que as instituições que atuam em conjunto com a Justiça Eleitoral não encontraram sinais de ações destinadas a comprometer a votação. O ministro também fez um alerta contra a circulação de informações falsas que possam provocar instabilidade durante o processo eleitoral.

“Nosso pleito não está sob ameaça concreta seja internacional ou do crime organizado. Os órgãos de inteligência que trabalham em parceria conosco não apontam qualquer indício disso”, afirmou Nunes Marques ao jornal.

O presidente do TSE pediu aos eleitores que tenham cautela diante de conteúdos divulgados nas redes sociais e em outras plataformas às vésperas da votação.

“O eleitor não pode acreditar em informações falsas criadas apenas para gerar tumulto e tentar desestabilizar a realização do pleito. Isso é tirar um dos direitos mais importantes das brasileiras e dos brasileiros”, declarou.

No domingo, os brasileiros escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. O primeiro turno está oficialmente previsto para 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro, conforme calendário da Justiça Eleitoral.

Partidos poderão acompanhar votação

Entre as medidas adotadas para ampliar a fiscalização, Nunes Marques destacou a criação de uma sala destinada aos partidos políticos, onde representantes das legendas poderão acompanhar o andamento da votação.

Segundo o relato de O Globo, o TSE também fará acompanhamento em tempo real de eventuais ocorrências climáticas capazes de prejudicar o acesso dos eleitores aos locais de votação.

Cerca de mil jornalistas de veículos brasileiros e estrangeiros já foram cadastrados para acompanhar a votação e a apuração, de acordo com Nunes Marques. O Tribunal também mantém parceria com plataformas digitais para facilitar a troca de informações no combate à desinformação eleitoral.

“O que o eleitor deve acreditar é que o voto dele é de uma importância tamanha que tem o poder de definir o destino dessa nação”, afirmou o ministro.

TSE verifica sistemas e emite zerésima

Também neste sábado, o TSE realizou uma cerimônia pública para verificar a integridade e a autenticidade dos sistemas utilizados na transmissão, no recebimento e na totalização dos resultados das eleições.

Segundo o próprio Tribunal, a conferência confirmou que os programas instalados são os mesmos que haviam sido previamente inspecionados pelas entidades fiscalizadoras, assinados digitalmente e lacrados. Foram verificados quatro sistemas: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot).

Após o procedimento, foi emitida a chamada “zerésima” do banco de dados de totalização da eleição presidencial. O documento demonstra que não existem votos registrados previamente para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, explicou que o procedimento utiliza assinaturas e resumos digitais para conferir os arquivos dos sistemas. Qualquer modificação posterior nos programas altera esses identificadores digitais.

Antes da abertura de cada seção eleitoral neste domingo, as próprias urnas também deverão emitir suas zerésimas, comprovando que não há votos armazenados antes do início da votação. O procedimento integra os mecanismos de fiscalização e auditoria adotados pela Justiça Eleitoral.

Os sistemas que serão utilizados nas eleições foram assinados digitalmente e lacrados em 4 de setembro, após o encerramento de seu desenvolvimento. De acordo com o TSE, participaram desse processo representantes do Tribunal, da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), do Ministério Público Federal e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).

Fonte: Brasil 247

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