Nunes Marques determina retomada do canal ‘Exército do Lula’ após prazo de 48 horas
Por Maiara Marinho — Carta Capital
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DIRETO DA REDAÇÃO: Nunes Marques volta a censurar o ‘Exército de Lula’
O presidente do TSE se reuniu nesta terça-feira com representantes das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, deu o prazo de 48 horas para que o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que até o momento reúne 4,3 milhões de seguidores, seja reativado. A decisão ocorreu após Nunes Marques se reunir com ministros da Corte Eleitoral e com representantes das campanhas de Lula, do PT, e de Flávio Bolsonaro, do PL.
A controvérsia teve início no sábado 10 quando o relator do tema, Ricardo Villas Bôas Cueva, deu o prazo de 72 horas para que os advogados de Flávio explicassem quais conteúdos do canal teriam sido publicados e quais regras eleitorais estariam sendo infringidas. Após o despacho, o presidente do TSE atropelou a atuação do colega e mandou retirar o canal do ar, determinação que foi anulada posteriormente pelo próprio Cueva.
Apesar disso, Nunes Marques decidiu nesta terça-feira, dia 13, derrubar novamente a decisão de Cueva e determinou que o canal só poderia ficar ativo após o seu cadastro oficial nos sistemas do TSE. Instantes depois, a campanha de Lula registrou o canal e, com isso, o ministro determinou que ele fosse reativado em até 48 horas.
Nunes Marques mandou a empresa Meta, dona do WhatsApp, ser ouvida sobre mensagens que estariam incluídas na lista de proibições da legislação eleitoral e teriam sido excluídas pelo administrador, o deputado federal André Janones (Rede-MG).
O ministro escreveu no despacho que, em relação à comunicação da existência do canal no processo de registro de candidatura, entende que a providência foi contemplada.
Ministros do TSE ouvidos sob reserva, disseram que o presidente da Corte usa manobras para “disfarçar” derrotas no plenário e age para “controlar” disputas internas: ajusta o alcance de suas ordens para sair “vencedor”.
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Fonte: Carta Capital