Nunes e Tarcísio divergem sobre enchente no túnel do Anhangabaú, que deixou carros submersos
Por Ana Luiza Basilio — Carta Capital
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O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que a resposta da gestão municipal funcionou bem; o governador defendeu que o túnel deveria ter sido fechado
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) divergiram sobre as ações tomadas pela Prefeitura de São Paulo diante a inundação no túnel do Vale do Anhangabaú, após forte chuva que atingiu a capital na tarde da quarta-feira 14.
O emedebista disse que a resposta da gestão municipal funcionou bem, com o acionamento de seis bombas locais que funcionaram ininterruptamente, sem apresentar falhas. Ponderou, no entanto, que água subiu 1 metro em apenas três minutos. Os equipamentos não conseguiram dar vazão à água que entrou na estrutura. A inundação só foi resolvida depois de uma hora. 26 carros e dois ônibus ficaram submersos.
Créditos: Reprodução
Ao comentar o episódio, Tarcísio defendeu que o túnel deveria ter sido fechado antes da inundação, já que havia alerta de chuva forte. “Ontem houve alerta, mas o túnel do Anhangabaú não foi fechado. Tinha que ter sido. Chega uma hora que mesmo que você tenha um sistema de bombeamento, etc, a sua capacidade de suportar é inferior a quantidade de água que está chegando”, declarou, durante um evento com agentes da Defesa Civil no Palácio dos Bandeirantes, nesta quinta-feira 15.
De acordo com a administração municipal, choveu 42 milímetros na região do Anhangabaú em cerca de 40 minutos, o equivalente a 37% da média prevista para todo o mês de outubro na capital. A Prefeitura informou que o volume corresponde ao esperado para 11 dias do mês.
Ana Luiza Basilio
Repórter do site de CartaCapital
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Fonte: Carta Capital