Nos ministérios de Lula e na eleição com Bolsonaro: PP e União evidenciam o que significa a conciliação da Frente Ampla

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Por Redação — Esquerda Diário

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Dirigentes do PP e do União Brasil se reuniram com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e declararam apoio “incondicional” à extrema direita no segundo turno das eleições. O detalhe que escancara a falência do atual projeto político? Esses dois partidos compõem a base do governo Lula-Alckmin e comandam ministérios importantes em Brasília.

Esse episódio é a prova cabal do que viemos denunciando: a conciliação de classes não serve para combater a extrema direita, mas sim para alimentá-la. O governo de Frente Ampla justificou sua aliança com setores reacionários da burguesia e do Centrão sob o pretexto de “defender a democracia” e frear o bolsonarismo. No entanto, na primeira oportunidade eleitoral, esses mesmos “aliados democráticos” de Lula correm para os braços da família Bolsonaro.

Enquanto o governo federal repassa bilhões em emendas e entrega ministérios para o PP e para o União Brasil – fortalecendo essas máquinas eleitorais de oligarquias regionais –, esses mesmos partidos usam os recursos e a vitrine do governo para apoiar a corja bolsonarista. É a demonstração gráfica de que a conciliação pavimenta o caminho para a direita.

Como apontamos em nossos balanços, não se derrota a extrema direita misógina, racista e capacho do imperialismo (que hoje comemora o avanço de figuras como Trump) de mãos dadas com a direita tradicional. É essa mesma direita do Centrão que, junto ao governo, aprova o Arcabouço Fiscal, ataca o piso da saúde e educação e mantém intactas as reformas trabalhista e previdenciária.

Nenhum voto na extrema direita! Mas não podemos depositar nenhuma confiança nas alianças apodrecidas da Frente Ampla. Para barrar a extrema direita de verdade e arrancar nossos direitos, a classe trabalhadora, a juventude e os oprimidos precisam construir uma alternativa política de total independência de classe. Nossa força não está nos acordos de ministérios, está na nossa organização e na luta nas ruas!

Fonte: Esquerda Diário

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