Nem molduras de bronze de cemitério escapam dos ladrões no ES

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Publicado em 15 de Outubro de 2026 às 13:11

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Três pessoas foram conduzidas à delegacia na tarde desta terça-feira (13), suspeitas de furtar molduras de bronze de um túmulo no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Linhares. A ocorrência foi registrada por volta das 13h, após uma denúncia recebida pela Guarda Civil Municipal (GCM).

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 De acordo com as informações da ocorrência, a equipe da GCM foi acionada pelo Centro de Comando da Guarda Civil (Cecom) para verificar a denúncia de furto no cemitério. No local, a equipe conversou com a pessoa responsável pelo espaço, que preferiu não se identificar.  Ela informou que havia três pessoas na área: dois homens e uma mulher.

 Durante a abordagem, um dos envolvidos relatou aos agentes que, ao perceber a chegada da viatura, outro suspeito teria retirado as molduras de bronze de uma bolsa e escondido as peças em um túmulo próximo.

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 Conforme o registro da ocorrência, após admitirem a participação no caso, os envolvidos indicaram onde o material estava escondido. As molduras foram retiradas do local e recuperadas pelos agentes.

Ainda segundo as informações da ocorrência, o material recuperado seria de um túmulo da família Calmon. As peças foram entregues a um familiar, que esteve no cemitério.

Os envolvidos, identificados como dois homens e uma mulher, foram conduzidos à 16ª Delegacia Regional de Linhares para as providências legais. Um dos homens tem 24 anos e a mulher, 44. A idade do segundo homem não foi informada.

O mercado clandestino de bronze e cobre funciona como uma rede de receptação altamente lucrativa, alimentada principalmente pelo furto de patrimônio público e privado.Como o bronze é uma liga metálica valiosa que contém cobre, ele possui alto valor comercial no setor de reciclagem e fundição.

Criminosos focam em alvos fáceis e ricos nesse metal. Os principais são placas, crucifixos e ornamentos de cemitérios, estátuas e bustos públicos, além de fiações e peças industriais.

 O material furtado é rapidamente vendido para estabelecimentos de fachada ou ferros-velhos que operam na ilegalidade. Esses locais pagam em dinheiro, ignorando a origem óbvia das peças, como placas com fotos e nomes de sepulturas.

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Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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