‘Não quero ser comparado com Flávio porque ele não é ninguém’, diz Lula em Minas Gerais

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Por Augusto LeitePartido dos Trabalhadores

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O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.


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Presidente critica Aécio Neves por ataques desrespeitosos a Dilma Rouseff e cobra voto casado em Patrus, Marília e Áurea para enfrentar a extrema direita

Da Rede PT de Comunicação

Publicado em 17/09/2026 às 21h49

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a família Bolsonaro e a extrema direita durante ato de campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, nesta quinta-feira, 17, e pediu voto casado em Patrus Ananias para o governo estadual e em Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (Psol) para o Senado. Ao rejeitar a combinação de votos em candidatos de seu time com Aécio Neves (PSDB), Lula lembrou os ataques do tucano à ex-presidenta Dilma Rousseff e o acusou de omitir a participação do governo federal quando governava Minas.

Não quero ser comparado com Flávio porque ele não é ninguém. Quero ser comparado com o pai, que foi presidente, que governou quatro anos, que tentou dar o golpe no dia 8 de janeiro, que tramou a minha morte, do Alckmin e do presidente do Tribunal Eleitoral”, afirmou Lula, ao cobrar uma comparação entre os resultados de seus governos e os da gestão de Jair Bolsonaro.

O presidente sustentou que a eleição representa uma escolha sobre o país que os brasileiros querem construir. Para Lula, os eleitores precisam decidir entre “um presidente que ama a bandeira nacional ou um presidente que, na calada da noite, beija a bandeira americana”.

Lula também criticou os aliados do bolsonarismo que recorrem ao presidente norte-americano, Donald Trump, para pressionar o Brasil. “Não vamos dar colher de chá para a extrema direita desse país, uma direita fascista que fica pedindo para que Trump intervenha no Brasil”, declarou. Ao longo do discurso, afirmou que não aceitará interferência estrangeira na eleição brasileira e evocou a história de Minas Gerais nas lutas pela independência e pela democracia.

Ao explicar por que considera necessário eleger representantes comprometidos com seu projeto, Lula recordou a relação com Aécio Neves durante seus dois primeiros mandatos na Presidência. Disse que acreditava ter uma relação de amizade com o então governador, mas que os programas realizados em parceria com o estado não recebiam a identificação do governo federal.

“Todos os programas que nós fizemos, ele não colocava o nome do governo federal”, afirmou. O presidente também lembrou a campanha presidencial em que Aécio enfrentou Dilma Rousseff: “Eu nunca vi um homem ofender tanto uma mulher como ele ofendeu a companheira Dilma”.

A lembrança serviu de argumento para rejeitar combinações eleitorais entre as candidatas ao Senado apoiadas por Lula e o tucano. O presidente insistiu que precisa de representantes comprometidos com as propostas de seu governo e pediu voto casado em Marília Campos e Áurea Carolina, completando a escolha com Patrus Ananias para governador e sua candidatura à Presidência.

“Não tem isso de dobradinha com Aécio. Eu preciso de ajuda no Senado. E nós não podemos perder voto. Tem que votar nas deputadas e nos deputados do nosso time”, disse Lula, estendendo também o apelo às candidaturas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

Na comparação com Bolsonaro, Lula enumerou políticas de educação, saúde, habitação e valorização da renda. Citou a expansão das universidades e dos institutos federais, as escolas em tempo integral, o Pé-de-Meia, o Minha Casa, Minha Vida e os reajustes do salário mínimo acima da inflação. Também lembrou investimentos para levar água ao Nordeste e fortalecer a agricultura familiar.

Ao abordar as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, o presidente atribuiu ao governo anterior a atuação da quadrilha e afirmou que sua gestão descobriu o esquema e iniciou a devolução dos valores descontados indevidamente. “Nós descobrimos a quadrilha, prendemos a quadrilha”, declarou.

Lula também rebateu acusações dirigidas a seu filho e apontou uma ligação de Flávio Bolsonaro com o empresário conhecido como Careca do INSS. “Quem tem escritório junto com o Careca é Flávio Bolsonaro”, afirmou.

O presidente mencionou ainda o caso do Banco Master e de Daniel Vorcaro ao questionar o discurso dos adversários sobre o combate à corrupção.

Na economia, Lula reconheceu que os alimentos ainda pesam no orçamento das famílias e afirmou que é necessário ampliar a produção e o poder de compra da população. “Eu quero baixar o preço do feijão, do arroz, da carne, do frango, da cebola. Para isso, nós temos que aumentar a produção de alimento no país. E, para isso, nós temos que aumentar o salário do povo brasileiro”, disse.

Ao apresentar Patrus Ananias como seu candidato ao governo mineiro, Lula destacou a trajetória do ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Disse conhecê-lo há quatro décadas e afirmou que sua experiência o credencia para governar o estado.

O presidente prometeu que uma vitória dos dois permitirá ampliar os investimentos e fortalecer a atuação conjunta dos governos federal e estadual. “Nós vamos fazer uma revolução de desenvolvimento neste estado”, afirmou.

Patrus também colocou essa parceria no centro de seu discurso. “Nós vamos fazer uma parceria histórica”, declarou, ao pedir apoio para governar Minas com Lula na Presidência. O candidato assumiu compromissos com a transparência, a educação pública de qualidade, a saúde e o enfrentamento da fome.

Ao recordar sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte e pelo governo federal, Patrus citou o orçamento participativo, as políticas de segurança alimentar, o Bolsa Família e a expansão dos Centros de Referência de Assistência Social, os CRAS.

“Vamos multiplicar os nossos votos. Vamos levar essas campanhas para as nossas famílias, para os nossos parentes, para os nossos amigos, vizinhos, colegas de escola, colega de trabalho. A direita não pode continuar presente aqui em Minas, como está hoje, e muito menos voltar ao cenário nacional”, apontou.

Lula, por sua vez, apontou o potencial de Montes Claros para ampliar a produção de medicamentos destinados ao SUS e anunciou a intenção de construir um hospital universitário na cidade. Associou os investimentos à geração de empregos de qualidade e à ampliação das oportunidades para a juventude.


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Fonte: Partido dos Trabalhadores

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