Na ONU, Lula condena “genocídio do governo Netanyahu” em Gaza

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Por Laís GouveiaBrasil 247

247 – Durante discurso proferido nesta terça-feira (22) na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas às ações militares promovidas no Oriente Médio, denunciando categoricamente os impactos humanitários da guerra sobre a população civil, segundo trecho do pronunciamento do chefe de Estado brasileiro.

Em sua fala perante os líderes globais, o mandatário brasileiro enfatizou a gravidade e as consequências de longo prazo da ofensiva promovida pelas forças israelenses no território palestino. “Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma de um genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”, declarou o presidente.

Ao abordar a complexidade do conflito, Lula também lamentou o impacto da violência sobre a população de Israel, repudiando ações extremistas promovidas no âmbito das hostilidades regionais. “Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, ressaltou o chefe de Estado.

O presidente brasileiro também manifestou forte preocupação com as pressões exercidas contra órgãos de justiça global que buscam apurar responsabilidades por violações dos direitos humanos. Segundo Lula, sanções ou tentativas de enfraquecer o Judiciário internacional representam um grave retrocesso para o multilateralismo. “Perseguir o Tribunal Penal Internacional e seus integrantes é um estímulo para que esses crimes fiquem impunes”. Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que israelenses e palestinos possam viver em paz. Ameaçar civilizações de extinção não trará estabilidade para o Oriente Médio, alertou.

“Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que israelenses e palestinos possam viver em paz. Ameaçar civilizações de extinção não trará estabilidade para o Oriente Médio”, concluiu.

Fonte: Brasil 247

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