Morre Zuenir Ventura, jornalista e imortal da ABL, aos 95 anos
Por João Victor Sampaio — Carta Capital
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Autor de obras marcantes e vencedor dos prêmios Esso e Vladimir Herzog, o escritor imortal da ABL marcou a história do jornalismo brasileiro
Morreu nesta terça-feira 22, ao 95 anos, o jornalista Zuenir Ventura. A morte do imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) foi confirmada pela família ao jornal O Globo, do qual ele era colunista – a causa, no entanto, ainda não foi revelada.
A trajetória de Zuenir no jornalismo começou em 1960, na Tribuna da Imprensa, e foi marcada pelas passagens por veículos como Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ e Jornal do Brasil. Ele também foi autor de livros e professor universitário.
Uma de suas obras mais notáveis é o livro-reportagem Chico Mendes – Crime e Castigo, de 2003, que conta a história da morte do líder ambientalista, assassinado em 1988. Zuenir cobriu o caso em uma série de reportagens para o Jornal do Brasil e retornou ao Acre anos depois.
O jornalista também é o autor de 1968 — O ano que não terminou, publicado em 1988. Na obra, ele fala sobre os acontecimentos políticos e sociais daquele ano, com o auge da repressão da ditadura militar e a mobilização política no País.
Em 2014, Zuenir Ventura entrou para a Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de número 32 , sucedendo o renomado autor Ariano Suassuna, responsável pela obra ‘Auto da Compadecida’ (1955) .
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Fonte: Carta Capital