Milei ataca a ONU e destila negacionismo em discurso na Assembleia-Geral

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Por CartaCapitalCarta Capital

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O presidente da Argentina também reforçou seu alinhamento com o presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente da Argentina, Javier Milei, usou seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, nesta quarta-feira 23, para atacar a entidade e destilar negacionismo sobre o enfrentamento à pandemia da Covid-19. Ele também reforçou seu alinhamento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Milei afirmou que a ONU virou “uma organização inútil, que só serve para alimentar uma casta de parasitas fatalmente arrogantes, disfarçados de burocratas bem-intencionados”. Disparou, ainda, contra o que chamou de “confinamento forçado” durante a crise do coronavírus.

“O que alguns alegam ser um erro de política sanitária vemos como um experimento global de controle social disfarçado de ciência”, alegou. “E quando um Estado, com viseira sanitária, tira de sua população o direito de trabalhar, de se educar, de se despedir de seus mortos, e isso se traduz em milhões de mortes evitáveis, há uma palavra para nomeá-lo: genocídio.”

É uma retórica semelhante à que o então presidente Jair Bolsonaro (PL) adotou no Brasil para justificar a negação da ciência e das recomendações de especialistas na mais grave emergência sanitária das últimas décadas.

Em seu pronunciamento na Assembleia-Geral, Milei também criticou o que considera inação da ONU frente à histórica reivindicação da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, nas mãos dos britânicos desde 1833, e seguiu a linha de Trump ao mininizar as preocupações sobre o ritmo acelerado de desenvolvimento da inteligência artificial. “Os cenários distópicos aos quais se costuma recorrer para infundir medo e favorecer o controle do Estado não fazem sentido do ponto de vista econômico”, afirmou, além de propor que “seja o Ocidente a liderar o desenvolvimento da tecnologia”.

(Com informações da AFP)


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Fonte: Carta Capital

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