Meta adota ‘notas da comunidade’ e ameaça checagem de fatos na América Latina

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Por João Victor SampaioCarta Capital

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A ferramenta, ao menos por enquanto, não será usada no Brasil

A Meta deu mais um passo no desmonte do combate às fake news ao anunciar, nesta quarta-feira 9, o início dos testes das chamadas “Notas da Comunidade” na América Latina. Inspirado na plataforma X, do bilionário Elon Musk, o sistema transfere aos próprios usuários a responsabilidade pela checagem de conteúdo. Na prática, a iniciativa esvazia o trabalho de checadores profissionais e escancara a disposição da big tech em reduzir custos e se eximir do dever editorial sobre o fluxo de desinformação em suas redes.

A medida — que aos poucos se integra ao  Facebook, Instagram e Threads para o público latino-americano — abre caminho para a substituição do programa de checagem profissional de fatos mantido com veículos jornalísticos e agências de verificação parceiras, modelo que a corporação de Mark Zuckerberg já havia descontinuado nos Estados Unidos no ano passado. O programa integrará as redes da Meta em 16 países da América Latina, todos de língua espanhola — portanto, até o momento o Brasil não faz parte da expansão do modelo.

A gigante da tecnologia defende que o recurso trará maior transparência e contexto ao usuário de suas redes, alegando que  a abordagem da marca, “há muito tempo, tem sido fornecer informações que ajudem as pessoas a decidir o que ler, no que confiar e o que compartilhar”.

'Notas da Comunidade' no Facebook (Foto: Reprodução / Meta) ‘Notas da Comunidade’ no Facebook (Foto: Reprodução / Meta)

Entre os países em que o modelo será testado estão Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Em postagem no blog da empresa, a Meta ressalta que para atuar na produção de notas da comunidade, o usuário deve se cadastrar como colaborador e que, quando confiarem que “o produto está funcionando bem e pode ter sucesso”, analisarão a possibilidade de lançá-lo totalmente nos países mencionados.


João Victor Sampaio

Estudante de Jornalismo na Cásper Líbero. Estagiário de Redação de CartaCapital baseado em São Paulo, com foco em política, tecnologia e sociedade.

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Fonte: Carta Capital

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