Meta admite ‘falhas técnicas’ em conteúdos de Lula, mas nega favorecer Flávio Bolsonaro

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Por Vinícius Nunes — Carta Capital

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A empresa afirma que seus algoritmos não operam com critérios ideológicos e contesta acusação de interferência eleitoral

A Meta, empresa responsável pelas redes  Instagram , Threads e Facebook , reconheceu “falhas técnicas” relacionadas a anúncios e publicações da campanha de Lula (PT), mas negou que seus sistemas de distribuição de conteúdo tenham sido usados para prejudicar o presidente ou beneficiar Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação foi apresentada na segunda-feira 12, em resposta às acusações da campanha petista de interferência na disputa eleitoral.

No documento, a big tech rejeitou a hipótese de favorecimento político. “ A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos adiante apresentados ”, declarou o Facebook Brasil.

A Meta também alegou que seus algoritmos não seguem orientações ideológicas e que os padrões de uso das plataformas são aplicados a todos os usuários e tipos de conteúdo.

A empresa atribuiu os episódios apontados pela campanha a “problemas técnicos” – sem mencionar quais seriam – e argumentou que as falhas não atingiram exclusivamente o Brasil ou contas específicas. Também declarou cumprir as regras eleitorais e manter o compromisso com a igualdade de condições no uso de suas plataformas.

A resposta veio depois de a campanha de Lula anunciar, no sábado 10, que acionaria o Tribunal Superior Eleitoral e apresentaria uma denúncia à Agência Nacional de Proteção de Dados. A campanha afirma ter reunido relatórios técnicos com indícios de tratamento desigual entre as candidaturas, incluindo restrições a anúncios, interrupções na contagem de visualizações e diferenças de engajamento.

Na quinta-feira 8, CartaCapital testou os resultados de buscas no Instagram. Nas pesquisas pelos nomes “Lula” e “Alckmin”, os perfis pessoais dos políticos não apareceram entre os primeiros resultados. Já as buscas por “Flávio Bolsonaro” e “Bolsonaro” exibiram os perfis correspondentes. O perfil de Jair Bolsonaro apareceu mesmo sem publicar novos conteúdos desde 17 de julho de 2025.

A campanha petista sustenta que os problemas de alcance e distribuição de conteúdo não são episódios isolados e pede que as autoridades investiguem se houve tratamento desigual.


Vinícius Nunes

Repórter de CartaCapital baseado em Brasília. Cobre os Três Poderes. Já trabalhou em Jovem Pan, Poder360, UOL, Blog do Noblat, JOTA e SBT News.

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Fonte: Carta Capital

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