Medo de dentista: por que a ansiedade pode fazer pacientes adiarem o tratamento?

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Por EdiCase — Carta Capital

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Ir ao dentista ainda pode provocar ansiedade em uma parcela significativa da população. Segundo a revisão sistemática e meta-análise “High dental anxiety among adults worldwide: A systematic review and meta-analysis using the MDAS”, publicada em 2026 no periódico British Journal of Clinical Psychology, 18% dos […]

Ir ao dentista ainda pode provocar ansiedade em uma parcela significativa da população. Segundo a revisão sistemática e meta-análise “High dental anxiety among adults worldwide: A systematic review and meta-analysis using the MDAS”, publicada em 2026 no periódico British Journal of Clinical Psychology, 18% dos adultos apresentam níveis elevados de ansiedade odontológica. O levantamento analisou dados de 19 estudos, que reuniram 9.267 participantes.

O receio de sentir dor, experiências negativas anteriores, medo de procedimentos ou simplesmente não saber o que esperar durante a consulta estão entre os fatores que podem contribuir para essa insegurança. Em alguns casos, o medo faz com que o paciente adie a consulta e procure atendimento somente quando surge algum sintoma.

Segundo o cirurgião-dentista Dr. Paulo Yanase, da Oral Sin, compreender a origem desse receio é importante para que o profissional consiga conduzir o atendimento de maneira mais adequada. “Muitas vezes, o paciente não tem medo exatamente do procedimento, mas do que imagina que vai acontecer. Quando existe espaço para conversar, esclarecer dúvidas e explicar cada etapa, conseguimos reduzir parte dessa insegurança e tornar a experiência mais tranquila”, explica.

A ansiedade também pode estar associada à vergonha em relação à própria condição bucal. O paciente pode evitar falar sobre suas preocupações ou postergar a consulta por receio de receber um diagnóstico ou ser julgado pelo profissional. Esse comportamento pode dificultar a manutenção de uma rotina de acompanhamento.

Para o Dr. Paulo Yanase, a comunicação precisa fazer parte do atendimento desde o primeiro contato. Informar ao dentista que existe ansiedade, perguntar como será realizado o procedimento e estabelecer uma relação de confiança são atitudes que podem ajudar o paciente a se sentir mais seguro.

“O paciente não deve ter receio de dizer que está ansioso ou que tem medo de determinado procedimento. Quando ele entende o que será feito e percebe que suas preocupações estão sendo consideradas, passa a participar de forma mais ativa e segura do próprio tratamento”, afirma.

A relação com o dentista não precisa, portanto, ser marcada pelo medo. Para quem adia consultas por insegurança, reconhecer esse sentimento e conversar abertamente sobre ele pode ser o primeiro passo para retomar o acompanhamento e evitar que o receio se transforme em uma barreira para o cuidado com a saúde bucal.

Por Adilson Mendes


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Fonte: Carta Capital

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