Maurício Pereira reafirma seu trabalho livre e lírico em ‘O Dia da Girafa’
Por Augusto Diniz — Carta Capital
Menu
Jornalista há 25 anos, Augusto Diniz foi produtor musical e escreve sobre música desde 2014.
Sem as amarras da indústria, o cantor e compositor lança um álbum com introduções instrumentais e letras criativas
Depois de oito anos, o cantor, compositor e saxofonista paulistano Maurício Pereira lançou em julho um álbum de inéditas, reafirmando seu trabalho independente e distante das amarras da indústria fonográfica.
Nas 12 faixas de O Dia da Girafa, seu oitavo trabalho solo, há introduções instrumentais acima da média, alguns bons solos e letras criativas.
“Nós, que somos alternativos, temos muito espaço para escapar dessas regras da indústria” , afirmou Maurício em entrevista ao programa Sobre Tom, de CartaCapital.
As letras aparentam simplicidade, mas são marcadas por inventividade. Ele diz que busca extrair algo diferente dos gestos e das observações do cotidiano. “Fui criado na Jovem Guarda. Erasmo Carlos fala de coisas metafísicas gigantes com aquela linguagem simplória. E ter devoção por Erasmo Carlos é ter devoção pelo simples.”
O cantor trabalhou em O Dia da Girafa na pandemia. O confinamento, segundo ele, fez com que escrevesse de forma ainda mais simples, mas com lirismo.
Sobre a sonoridade do trabalho, Maurício explica que tem se associado a artistas mais jovens, fazendo com que sua música ganhe ares contemporâneos. “Esse disco é mais solto. Os músicos puderam fazer a leitura deles sobre as faixas. Esse formato de canção, com introdução, canto e solo, é coisa do (produtor) Gabriel (Basile).”
Gabriel — ou Biel — é baterista do grupo O Terno, do qual também faz parte Tim Bernardes, filho de Maurício e expoente da nova geração da música brasileira. Biel e Tim marcam presença em O Dia da Girafa.
O disco ainda conta com músicas de Maurício Pereira em parceira com Chico Bernardes (seu filho), Rômulo Fróes, Lu Horta e Edson Natale, além da participação de A Espetacular Charanga do França, liderada por Thiago França.
Assista à entrevista de Maurício Pereira a CartaCapital:
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Desenvolvido por OKN Technology Agency
Fonte: Carta Capital