Marco Antonio Villa diz pagar pensão de R$ 40 mil e denuncia injustiça judicial

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Por Paulo Emilio — Brasil 247

247 – O professor e historiador Marco Antonio Villa divulgou uma nota nas redes sociais na qual relata enfrentar dificuldades financeiras e uma longa disputa judicial relacionada ao pagamento de pensão alimentícia à ex-esposa e a um de seus filhos, que tem 45 anos e é portador de deficiência. Segundo ele, a obrigação mensal ultrapassa R$ 40 mil, valor que considera incompatível com sua renda. Villa afirma que já desembolsou quase R$ 1,5 milhão e precisou se desfazer de todo o patrimônio imobiliário para cumprir as determinações judiciais.

Na manifestação divulgada nas redes sociais, o historiador afirmou que decidiu tornar pública sua versão diante da repercussão de notícias sobre sua situação pessoal. Villa classificou a obrigação financeira como uma injustiça e declarou que continua recorrendo à Justiça para tentar modificar as condições estabelecidas.

“Diante das midiáticas e distorcidas notícias veiculadas a meu respeito, sinto-me na obrigação de esclarecer os fatos ligados a essa triste e lamentável história”, escreveu.

A postagem foi feita após Villa ser considerado foragido devido a expedição de um mandado de prisão pela Justiça paulista. A ordem foi determinada em 8 de outubro pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A decisão estabelece prisão por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período 

Historiador afirma que pensão supera R$ 40 mil mensais

De acordo com Villa, a determinação judicial prevê o pagamento de 20 salários mínimos por mês, destinados à ex-esposa e a um de seus filhos, além das despesas com o plano de saúde de ambos.

“Luto sozinho e calado, há anos, para tentar reverter uma injustiça sem precedente que diariamente me aflige: o dever de destinar 20 salários-mínimos por mês para minha ex-esposa e para um de meus filhos, acrescido do valor do plano de saúde em favor de ambos”, afirmou.

O historiador sustenta que o valor total exigido atualmente ultrapassa R$ 40 mil mensais e argumenta que seus rendimentos profissionais não permitem cumprir integralmente essa obrigação.

“Infelizmente, nunca tive condições financeiras para arcar com essa quantia desarrazoada. Não sou milionário, mas sim uma pessoa assalariada que labuta arduamente todos os dias”, declarou.

Villa também relatou que, desde a imposição da obrigação, passou a comprometer seus recursos financeiros para evitar medidas judiciais que pudessem resultar na restrição de sua liberdade.

Villa relata venda de imóveis e empréstimos bancários

Na manifestação, o professor afirmou ter transferido quase R$ 1,5 milhão à ex-esposa e ao filho, atualmente com 45 anos. Segundo seu relato, o cumprimento das obrigações exigiu a venda de bens acumulados durante sua trajetória profissional.

Entre os patrimônios mencionados estão dois imóveis, um que servia como residência da família e outro localizado no litoral. Villa também declarou ter utilizado todas as economias e recorrido a empréstimos bancários para realizar os pagamentos.

“Para viabilizar o pagamento desta fortuna tive que me desfazer de patrimônio que angariei ao longo de uma vida dedicada ao trabalho”, afirmou.

O historiador disse ainda que seu filho apresenta fragilidades que influenciam a situação familiar. Na nota, fez críticas à atuação da ex-esposa no conflito, mas não apresentou documentos que permitam verificar essas alegações.

Ao descrever as consequências pessoais e financeiras da disputa, Villa afirmou que a continuidade das cobranças ameaça aspectos fundamentais de sua vida.

“Após ter liquidado literalmente meu patrimônio acima mencionado e me compelido a contrair dívidas onerosas, pretende-se, agora, liquidar aquilo que me é mais caro: minha saúde, minha honra e minha liberdade de ir e vir”, escreveu.

Processos tramitam em segredo de Justiça

Villa informou que existem diversas ações judiciais em andamento destinadas, segundo ele, a corrigir o que considera abusos cometidos contra si. Os processos, entretanto, tramitam em segredo de Justiça, circunstância que, conforme explicou, impede a divulgação de informações mais detalhadas.

A nota não identifica o juízo responsável pelas decisões nem apresenta documentos sobre os valores efetivamente pagos, os critérios utilizados para estabelecer a pensão ou o estágio atual dos processos. As informações divulgadas representam, portanto, a versão do historiador sobre a disputa familiar.

Apesar das críticas à situação que enfrenta, Villa encerrou o pronunciamento afirmando que pretende continuar buscando uma solução judicial.

“Não esmorecerei, contudo”, declarou. “Registro, apenas, que continuo confiando na justiça, a qual, embora muito já tenha tardado, certamente não falhará”, concluiu.

NOTA OFICIAL
Diante das midiáticas e distorcidas notícias veiculadas a meu respeito, sinto-me na obrigação de esclarecer os fatos ligados a essa triste e lamentável história.

Luto sozinho e calado, há anos, para tentar reverter uma injustiça sem precedente que diariamente me… pic.twitter.com/9svkTvc6ue

— Prof.Marco Antonio Villa (@VillaMarcovilla) October 16, 2026

Fonte: Brasil 247

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