Márcio Canella, 2º deputado mais votado no Rio de Janeiro, é preso pela Polícia Federal

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Por Redação — Brasil de Fato

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O deputado eleito Márcio Canella (União) foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15) na 8ª fase da operação Unha e Carne. A PF apura conexões de agentes públicos com organizações criminosas. O político é investigado por um suposto esquema de ocultação de recursos ilícitos.

Em 4 de outubro, Canella foi eleito o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro. O ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, é aliado de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, e do governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL). 

Também foi preso nesta quinta (15) o delegado Marcus Amin, ex-secretário da Polícia Civil entre 2023 e 2024, durante a gestão de Cláudio Castro (PL). 

Os dois já haviam sido alvos da PF na 6ª fase da operação, em julho, que identificou uma movimentação de R$ 7,6 bilhões relacionada à lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis, segundo relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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Na ocasião, Canella foi preso em flagrante por posse ilegal de arma, após agentes encontrarem um fuzil calibre 556 no veículo em que ele estava durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. 

Márcio Canella recebeu 197.178 votos e foi o segundo mais votado para a Assembleia Legislativa (Alerj), atrás apenas de Índia Armelau (PL). A 1ª fase da operação Unha e Carne teve como alvo o então presidente da casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil).

Nesta quinta (15), a polícia cumpre seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Búzios.  

As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também estipulou sequestro de bens e valores, e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro, das quais 96 são postos de combustíveis.

Sobre a prisão do delegado Marcus Amin, a Polícia Civil do Rio informou que “não compactua com qualquer desvio de conduta e adota, de forma rigorosa, as medidas administrativas e disciplinares cabíveis diante de indícios de irregularidades”. A Corregedoria-Geral (CGPOL) participa da operação, em apoio à Polícia Federal.

A reportagem tenta contato com a assessoria do deputado Márcio Canella. O espaço segue aberto para um posicionamento.

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Fonte: Brasil de Fato

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