Mabel anuncia ampliação do atendimento do Imas e promete dobrar número de consultas
Por Luan Monteiro — Jornal Opção

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), anunciou nesta sexta-feira, 16, a ampliação da estrutura de atendimento aos usuários do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas). Durante a inauguração de oito novos consultórios no Hospital Santa Maria, Mabel afirmou que a meta da administração municipal é dobrar o número de atendimentos por meio da reorganização dos serviços, da redução de desperdícios e da ampliação dos recursos destinados ao instituto.
A unidade passa a concentrar consultas especializadas e exames, com a proposta de reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes entre diferentes prestadores de serviços. Segundo Mabel, o Hospital Santa Maria já integra a rede de atendimento do Imas e realizou investimentos para ampliar a capacidade de assistência ambulatorial, especialmente em áreas como geriatria, cardiologia e ortopedia.
“É uma concentração, é como se fosse cada vez mais um hospital especializado para o Imas. A pessoa vem aqui, já consulta, tem um especialista naquele problema que ela tem e já faz os exames exatamente que precisam ser feitos, sem sair pela cidade toda fazendo exame”, afirmou o prefeito.
De acordo com Mabel, o instituto atende quase 70 mil pessoas e precisa ampliar a capacidade de assistência sem que os custos cresçam na mesma proporção. O prefeito disse que a prefeitura pretende aumentar os repasses ao Imas e rever o funcionamento do instituto, enquanto busca reduzir despesas e melhorar a gestão dos recursos.
“Essa visão de redução de custos não é redução de dinheiro. Nós vamos cada vez pôr mais dinheiro no Imas, mas a redução do custo é aumentar muito o número de atendimentos”, disse. O prefeito acrescentou que a meta é “dobrar o número de atendimentos” com a economia obtida e o combate a desperdícios.

Empresa assume transição na gestão
A ampliação dos serviços ocorre em meio à reorganização administrativa do Imas e à entrada da empresa Total no processo de gestão. Segundo Mabel, a companhia está em fase de transição, conhecendo os sistemas e os procedimentos do instituto antes de assumir plenamente as atividades, conforme as condições legais.
O prefeito afirmou que o contrato já foi assinado e que parte das mudanças começou a ser implementada. A expectativa é que a experiência da empresa em outros serviços contribua para melhorar os controles internos, as negociações com prestadores e a organização dos atendimentos.
“Não podemos ficar esperando resolver para daí mais três, quatro meses começar. O Imas tem pressa, o prefeito tem pressa, a prefeitura tem pressa e principalmente o usuário tem pressa”, disse Mabel. Segundo ele, a proposta é preparar a estrutura desde já para que a transição avance assim que houver condições para a atuação plena da empresa.
Questionado sobre a possibilidade de fechamento do instituto caso as mudanças não apresentem resultados, o prefeito afirmou que não descarta essa alternativa, embora tenha demonstrado confiança na reestruturação. Para ele, a continuidade do Imas depende da capacidade de oferecer assistência adequada aos servidores e seus dependentes.
“Eu pego o dinheiro do usuário, pego o dinheiro da prefeitura, que é da população, coloco no instituto. Pode andar mal? Aí não. É melhor eu pegar esse dinheiro que a prefeitura gasta hoje e dar um pedacinho de cada um para a pessoa pegar o seu próprio plano de saúde”, declarou.
Mabel também defendeu a profissionalização da administração e a redução da influência política na condução do instituto. Segundo o prefeito, a gestão pretende fortalecer auditorias, adotar novos sistemas de controle e melhorar a relação com os prestadores de serviços.

Dívida permanece próxima de R$ 200 milhões
Apesar das mudanças anunciadas, o passivo financeiro continua sendo um dos desafios do Imas. Sobre a dívida do instituto, estimada anteriormente em R$ 226 milhões, Mabel afirmou que o valor diminuiu lentamente e atualmente está em torno de R$ 200 milhões.
“A dívida vem baixando devagarzinho, mas muito devagarzinho. A dívida é muito grande. A prefeitura está fazendo um plano para começarmos a pagar dívidas”, afirmou. O prefeito citou negociações com fornecedores, incluindo anestesistas, como parte dos esforços para reorganizar os compromissos financeiros.
Segundo Mabel, o plano de reestruturação financeira está praticamente concluído, mas ainda é necessário compatibilizar as despesas com a capacidade de atendimento. Ele argumenta que a redução de custos e a melhoria dos controles devem permitir que o instituto utilize melhor os recursos disponíveis, sem comprometer a assistência aos usuários.
O prefeito também afirmou que o modelo de atendimento deve priorizar a resolutividade, com consultas, exames e encaminhamentos organizados para evitar procedimentos desnecessários e deslocamentos excessivos. A intenção, segundo ele, é ampliar o acesso a especialistas e acelerar o diagnóstico e o tratamento.
Prefeitura também prevê mudanças no financiamento
Mabel afirmou que o financiamento do Imas será revisto e que tanto a prefeitura quanto os usuários deverão participar das mudanças. O prefeito, entretanto, não detalhou valores nem apresentou um cronograma específico para a ampliação dos recursos.
A reorganização do instituto integra uma estratégia mais ampla da administração municipal de profissionalizar estruturas públicas e reduzir despesas operacionais. O gestor comparou o processo ao realizado na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), cuja estabilização financeira e administrativa também foi citada durante a coletiva.
A promessa de dobrar os atendimentos, porém, dependerá da execução das mudanças, da capacidade da rede credenciada e da evolução do financiamento. Até o momento, a administração municipal não apresentou um indicador detalhado que permita medir a capacidade atual de atendimento e estabelecer uma base objetiva para acompanhar a meta anunciada.
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Fonte: Jornal Opção