Lula promete criar Pé-de-Meia universitário com bolsa de R$ 700
Por Wendal Carmo — Carta Capital
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A expansão do programa aconteceria em um eventual próximo mandato
O presidente Lula (PT) anunciou nesta terça-feira 13 a intenção de criar uma nova modalidade do programa Pé-de-Meia voltada a estudantes do ensino superior em um eventual próximo mandato. A proposta prevê pagamentos de 700 reais mensais durante dez meses por ano, além de um depósito anual de 2.500 reais em uma poupança.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ao lado de universitários, o petista afirmou que a iniciativa pretende ajudar os estudantes a iniciar a vida profissional após a conclusão da graduação. “Aqui, povo brasileiro, estou fazendo uma selfie com os estudantes dos universitários brasileiros, garantindo para eles que a gente está criando para o próximo governo o pé-de-meia universitário”.
A proposta deverá contemplar estudantes de universidades públicas federais e estaduais, além de beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni), que oferece bolsas em instituições privadas. O governo ainda não detalhou os critérios de seleção, as condições para manutenção do benefício nem a previsão de custos da iniciativa.
Criado em 2024, o Pé-de-Meia atende principalmente estudantes de baixa renda do ensino médio público inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
O programa prevê parcelas mensais de 200 reais, além de um incentivo de mil por ano letivo concluído, cujo saque fica condicionado à conclusão do ensino médio. Há ainda um adicional de 200 reais para os estudantes que participam dos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Somados os incentivos, o valor pode chegar a 9.200 reais por beneficiário.
Além disso, o governo também mantém o Pé-de-Meia Licenciaturas, voltado à formação de professores. A modalidade oferece bolsa mensal de 1.050 reais a estudantes elegíveis de cursos presenciais de licenciatura. Desse total, 700 reais podem ser sacados mensalmente, enquanto 350 reais são destinados a uma poupança, cujo resgate depende do ingresso do beneficiário como professor na rede pública de ensino em até cinco anos após a conclusão do curso.
Wendal Carmo
Repórter do site de CartaCapital no Nordeste
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Fonte: Carta Capital