Lula escala em todas as pesquisas e cria condição objetiva para vencer em 1º turno

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Por Marco Damiani — Brasil 247

Após uma campanha ao seu melhor estilo, arrastando multidões em comícios gigantescos por todo o País, o presidente Lula chega às urnas de 4 de outubro com vantagem em progresso frente ao candidato de extrema-direita. O filho de dona Lindu está verdadeiramente perto de sua maior consagração como líder popular. Aos olhos do mundo, o ex-metalúrgico mostrou uma atividade incansável, perto de completar 81 anos no próximo dia 27, multiplicando-se por todas as regiões, apresentando a sua biografia, oferecendo propostas e mostrando as realizações de seu atual terceiro mandato. Está funcionando.

As pesquisas estaduais divulgadas ontem pelo Datafolha mostraram o candidato à reeleição abrindo frentes sólidas sobre Flávio Bolsonaro em estados estratégicos. O filho do Bozo, enquanto isso, vai definhando rapidamente. Neste sábado de véspera da primeira definição da eleição presidencial mais dramática da história do País, na qual se confrontam a democracia e a barbárie, o presidente está muito perto de bater em primeiro turno o 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso.

Apresentada hoje, a pesquisa CNT/MDA aponta 47,8% dos votos válidos para Lula, portanto em situação de diferença técnica da vitória em primeiro turno. Faltam menos de 3 pontos percentuais para realizar essa façanha. Pelos resultados aferidos, que indicam 42,1% para o adversário “irmão” do banqueiro Daniel Vorcaro, mesmo que haja um segundo turno o presidente largará em vantagem.

O cenário eleitoral ganhou definição em razão de uma série de fatos que, nesta semana decisiva, abalaram a candidatura bolsonarista e, de outro, turbinaram o desempenho do presidente. Os episódios de ataques por fanáticos fascistas à santa católica Nossa Senhora da Aparecida, em que uma estatueta da santa chegou a ser decapitada, somados a novas revelações de relacionamentos promíscuos do senador com personagens absolutamente obscuros, paralisaram, na prática, a desempenho de Flávio. Tudo acontecendo na hora final da escolha democrática.

A fuga do político fascista do debate da Rede Globo turbinou seu movimento de queda, ao mesmo tempo em que impulsionou o nome do presidente. O lance de conceder uma longa entrevista ao Flow mostrou-se genial. Lula reverteu, na prática, uma agenda que se anunciava arriscada para escalar a uma posição de protagonismo eleitoral. Os reflexos nas urnas já estão sendo antecipados pelas pesquisas.

A tese do presidente de que a escolha do eleitor está facilitada, em razão da explicitação das diferenças entre o currículo de Lula e a ficha corrida de Flávio. O público vai sendo levado a ver que, com o bolsonarista, estaria contratando uma milícia violenta para tomar conta do País, a partir do Palácio do Planalto. Ao mesmo tempo, fica cada vez mais nítido o entendimento de que Lula representa a continuação de uma política econômica que apresenta vitórias como a menor taxa de desemprego da história, a inflação sob controle e os investimentos públicos em alta.

De fato, em meio a todas as interferência verificadas no curso da eleição, a escolha nunca se mostrou tão clara para ser feita. Sorte da democracia brasileira. Agora é ter tranquilidade, votar e respeitar o resultado. Se tudo der certo, o Brasil terá no domingo à noite, quando os votos terão sido contados, a maior festa popular da história do País.

Fonte: Brasil 247

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