Lula diz que ‘não cabe representação de miliciano’ no Palácio do Planalto
Por Wendal Carmo — Carta Capital
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Em evento no Rio, presidente não citou nomes, mas a campanha do petista intensificou a divulgação de peças que associam Flávio Bolsonaro (PL) a milícias
O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira 24, durante evento no Rio de Janeiro, que o Palácio do Planalto não pode abrigar a “representação de miliciano” e pediu que seus apoiadores votem em candidatos de sua base para evitar que a extrema-direita conquiste maioria no Senado nas eleições deste ano.
“Da mesma forma que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, no Palácio do Planalto não cabe a representação de miliciano lá dentro. É importante ter claro o que está em jogo no dia 4 de outubro”, disse o mandatário, em alusão ao discurso feito na terça-feira na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
Lula não citou nomes, mas a campanha do petista vem intensificando nos últimos dias a divulgação de peças que associam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário na corrida presidencial, a essas organizações criminosas.
Em uma dessas propagandas, há menção à revelação de que o filho de Jair Bolsonaro destinou emenda de quase 200 mil reais a uma ONG do setor de esportes a pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe, miliciano condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco.
Segundo revelou o jornal O Estado de S. Paulo, a transferência foi negociada em outubro e novembro de 2023 entre Peixe e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete de Flávio no Senado.
Durante o ato em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, o chefe do Executivo federal afirmou que a capacidade de um eventual quarto mandato de implementar sua agenda dependerá também da composição do Congresso Nacional. Lula pediu que os eleitores escolham candidatos alinhados ao seu governo para as vagas em disputa.
“A gente não pode permitir que a direita faça maioria no Senado. Senão eles vão transformar este país em um inferno. É importante vocês saberem disso”, afirmou.
“Essa gente de dia beija a bandeira do Brasil e, de noite, a bandeira americana. Quer entregar nossas riquezas, queriam privatizar praias para resort de luxo. O que está em jogo é a democracia ou a barbárie”, complementou o presidente.
Além disso, declarou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai “perder” se tentar interferir nas eleições brasileiras. “Esse país que eu tenho dito para o [Donald] Trump que, nas eleições daqui, se ele meter a mão, vai perder aqui as eleições. A gente não vai aceitar a ingerência de ninguém”.
Na capital fluminense, o presidente visitou as obras da BR-116, executadas pela concessionária Ecovias Rio-Minas, responsável pela administração da via.
As intervenções custaram 997 milhões de reais, contemplam oito municípios da Região Metropolitana e têm como objetivo melhorar a fluidez do trânsito e a segurança da rodovia, informou o Planalto.
Wendal Carmo
Repórter do site de CartaCapital no Nordeste
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Fonte: Carta Capital