Lula cobra quebra de sigilo de investigações do Caso Master em meio à crise no STF

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Por Vinícius NunesCarta Capital

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O presidente afirmou que a gravidade do caso exige medidas imediatas e criticou ‘vazamentos seletivos’ que, segundo ele, podem interferir na disputa eleitoral

O presidente Lula (PT) defendeu nesta quarta-feira 9 a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao Caso Master . Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a gravidade do episódio exige transparência e medidas imediatas diante do que classificou como uma crise institucional no Poder Judiciário.

“Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, escreveu.

Lula também criticou a divulgação parcial de informações das investigações. Segundo o presidente, vazamentos seletivos podem produzir efeitos sobre a disputa eleitoral.  “Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral.”

Na publicação, o petista mencionou a Operação Spoofing como exemplo de divulgação de informações que, segundo ele, deveria orientar a condução do Caso Master. A operação mirou a invasão de celulares de autoridades e a obtenção de mensagens atribuídas a integrantes da força-tarefa da Lava Jato . Lula citou a publicação das informações durante a gestão de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça.

Ao fim da publicação, Lula defendeu que o sigilo das investigações seja retirado de forma ampla, sem distinção entre os envolvidos. 

“Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no Caso Master, seja quem for, doa a quem doer . O Brasil precisa saber a verdade”, completou.

A manifestação ocorre em meio à crise em torno das investigações relacionadas ao Banco Master e à atuação de diferentes autoridades no caso. Mais cedo nesta quarta, o ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal, reverteu a decisão de André Mendonça que   determinava o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada de seus cargos na Polícia Federal. Diante do caos, o presidente do STF, Edson Fachin, cancelou a sessão plenária da Corte nesta quarta-feira.

Mendonça é o relator das investigações que tratam do Banco Master e de Daniel Vorcaro, preso desde novembro de 2025. Na semana passada, o ministro divulgou um relatório da Polícia Federal que mostra o banqueiro em diálogos com um contato atribuído a Alexandre de Moraes.


Vinícius Nunes

Repórter de CartaCapital baseado em Brasília. Cobre os Três Poderes. Já trabalhou em Jovem Pan, Poder360, UOL, Blog do Noblat, JOTA e SBT News.

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Fonte: Carta Capital

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