Lula alerta para “tesouraço” em programas sociais em eventual governo Flávio Bolsonaro

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Por Otávio Rosso — Brasil 247

247 – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a adotar uma estratégia mais ofensiva contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com o objetivo de elevar a rejeição ao adversário e associar uma eventual vitória do candidato a riscos para programas sociais e políticas públicas.

A nova linha começou a ser colocada em prática nesta terça-feira (6), com a divulgação de uma peça que relaciona o “tesouraço” defendido por Flávio a cortes e reduções de recursos registrados durante o governo de Jair Bolsonaro.

A iniciativa faz parte da mudança de postura planejada pela campanha petista para esta etapa da eleição. Depois de concentrar o primeiro turno principalmente na divulgação das realizações do atual governo, aliados de Lula passaram a defender um confronto mais direto com Flávio e a exploração das diferenças entre os dois projetos políticos.

No material divulgado, a campanha menciona áreas que teriam sofrido cortes ou diminuição de recursos durante a administração de Jair Bolsonaro, entre elas Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, combate ao câncer, construção de cisternas, merenda escolar e prevenção de desastres.

“Flávio Bolsonaro vive dizendo que vai fazer um tesouraço no Brasil. Mas, quando um dos Bolsonaros fala em corte, é preciso relembrar para não repetir”, afirma a peça.

A campanha também busca vincular diretamente Flávio ao governo do pai e sustenta que a eleição do candidato do PL poderia significar a reversão de políticas recuperadas ou ampliadas durante a atual gestão.

“Agora, Flávio Bolsonaro quer dar continuidade ao legado perverso do pai e cortar tudo aquilo que o povo reconquistou. Não deixe esse pesadelo voltar. Bolsonaros nunca mais”, diz outro trecho do vídeo.

A estratégia ganha peso diante dos índices de rejeição registrados às vésperas do primeiro turno. No último levantamento do Datafolha antes da votação, Lula e Flávio estavam empatados nesse indicador: 45% dos entrevistados afirmavam que não votariam de jeito nenhum em cada um dos dois candidatos.

Integrantes da campanha avaliam que ampliar a resistência do eleitorado a Flávio pode ser decisivo em uma disputa restrita a dois nomes. Por isso, além dos programas sociais, petistas pretendem recuperar episódios da gestão Bolsonaro e temas que possam reforçar as diferenças entre os candidatos.

A ofensiva também reflete uma avaliação interna de que a comunicação da campanha de Lula no primeiro turno poderia ter sido mais incisiva. Com apenas dois candidatos na disputa, o entorno do presidente passou a defender mensagens mais contundentes e comparações diretas com o período em que Jair Bolsonaro esteve no Palácio do Planalto.

Após a votação de domingo, Lula já havia sinalizado que o segundo turno teria dinâmica diferente e classificou a nova fase como uma “outra campanha”, marcada pelo confronto entre dois projetos.

A peça sobre o chamado “tesouraço” mostra como essa orientação deve aparecer na propaganda: em vez de apenas apresentar resultados do governo, a campanha pretende também associar Flávio Bolsonaro às decisões tomadas pela administração de seu pai e alertar o eleitorado para possíveis cortes em políticas sociais.

Cortes no Farmácia Popular. Minha Casa, Minha Vida. Mais Médicos. Combate ao câncer. Cisternas. Merenda escolar. Prevenção de desastres.

Quando um Bolsonaro fala em “tesouraço”, o Brasil sabe exatamente quem paga a conta. https://t.co/lGiS67cWzZ

— Lula (@LulaOficial) October 6, 2026

Fonte: Brasil 247

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