Luciana Santos anuncia R$ 40 milhões para a compra de equipamentos após incêndio na UFPE

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, anunciou nesta sexta-feira (9) um aporte de R$ 40 milhões destinado à aquisição de novos equipamentos para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), após o incêndio ocorrido na quarta-feira (7) que destruiu um prédio de laboratórios no campus do Recife, informa a Folha de São Paulo.

Pela manhã, a ministra visitou as instalações atingidas pelo fogo, local onde eram desenvolvidas pesquisas científicas de grande relevância nas áreas de farmacologia, informática e genética.

O montante anunciado por Luciana Santos soma-se aos investimentos de cerca de R$ 100 milhões divulgados na quinta-feira (8) pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. O pacote do Ministério da Educação contempla a construção de um novo prédio, a extensão de bolsas de pesquisa e a compra de novos equipamentos de laboratório.

A visita da titular da pasta da Ciência e Tecnologia ocorreu durante o período de espera para a retomada das investigações no local, que abrigava a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da UFPE. A perícia técnica, conduzida pela Polícia Federal, foi suspensa na quinta-feira (8) devido à necessidade de escoramento prévio da estrutura do edifício antes da continuidade dos trabalhos.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a UFPE informou que está adotando as providências necessárias para realizar o escoramento do imóvel, mas não detalhou um prazo definitivo para a conclusão da instalação das estruturas de suporte. Um engenheiro que acompanhou a equipe policial explicou que parte da edificação precisa ser escorada, com atenção especial para a área superior do primeiro pavimento, apontada como a mais afetada pelas chamas. Nas primeiras etapas de avaliação da área, os agentes federais utilizaram recursos tecnológicos como robôs e drones.

A Polícia Federal ainda não identificou a causa exata do incêndio, iniciado por volta das 20h de quarta-feira. Os investigadores trabalham para determinar se o fogo teve origem acidental ou criminosa, além de apurarem a autoria de mensagens com ameaças direcionadas a estudantes que circularam em redes sociais.

A tragédia atingiu diretamente a produção acadêmica do centro de ensino: cerca de 80 dissertações e teses foram afetadas, entre as quais pesquisas voltadas ao estudo de enfermidades e condições como câncer, Covid-19, chikungunya e obesidade. O reitor da instituição, Alfredo Macedo Gomes, estimou o prejuízo financeiro total em R$ 100 milhões.

O sinistro no prédio da Dine não foi o único registrado no campus recentemente. A UFPE contabilizou outros dois episódios de incêndio de menor proporção nos dias anteriores: o primeiro ocorreu no Departamento de Física, em 30 de setembro, durante um experimento com uma câmara de alta temperatura; o segundo deu-se em 4 de outubro no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, provocada por um curto-circuito no sistema de ar-condicionado. Não houve registro de feridos em nenhuma das três ocorrências.

Na noite de quinta-feira, o Corpo de Bombeiros também foi acionado para conter um princípio de incêndio em uma área de mata situada no entorno do campus da UFPE, no município de Caruaru. O foco de queimada era pequeno e acabou debelado inicialmente pela própria equipe da universidade.

Fonte: Brasil 247

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