Justiça manda SBT pagar R$ 1,9 milhão para parceira de transmissão da Copa do Mundo
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Publicado em 14 de Outubro de 2026 às 10:47
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A Justiça de São Paulo determinou que o SBT pague R$ 1,9 milhão à N Sports, sua parceira de transmissão na Copa do Mundo de 2026. O valor foi arbitrado para que a empresa consiga honrar compromissos financeiros de curto prazo decorrentes da exibição do evento. O depósito precisa ser feito em até 48 horas.
A N Sports acusa o SBT de não repassar valores acordados pelas vendas publicitárias do torneio. A emissora da família Abravanel já recorreu da decisão para tentar suspender ou modificar a ordem de pagamento imediato. Devido ao processo, Galvão Bueno, que era sócio do canal esportivo, decidiu deixar a empresa por não concordar com a disputa judicial.
Na decisão, à qual a coluna teve acesso, a Justiça entendeu que o SBT pode causar danos às finanças da N Sports ao não fazer a transferência do valor. A decisão cita atrasos no pagamento de salários e de fornecedores.
“Vislumbra-se que a documentação acostada à inicial é suficiente para demonstrar a probabilidade do direito do autor, sobretudo os documentos acostados aos autos, necessário à concessão da tutela provisória”, diz trecho do documento.
Na ação, a N Sports diz que o acordo com o SBT previa o repasse de 26% das receitas obtidas com o torneio —a emissora dos Abravanel teria direito a 74% dos valores. O canal de TV aberta realizou todas as vendas propostas pelo plano comercial, mas a parceira entende que parte da quantia devida não foi repassada.
O SBT, por sua vez, diz que alguns patrocinadores obtiveram descontos e pagaram quantias menores que as anunciadas em tabela — algo normal no mercado. Além disso, a emissora alega que já havia feito um acordo para evitar litígios e que pagou toda a operação da Copa, incluindo custos que envolviam a N Sports.
Em um documento anexado ao processo pela N Sports, o SBT reconhece que havia repasses a fazer de R$ 17 milhões e fez um acordo para pagar a quantia de forma parcelada. O canal esportivo diz ter contraído um empréstimo junto a um fundo financeiro para antecipar a verba e ter fluxo de caixa.
No entanto, a N Sports diz que a parcela do empréstimo que deveria ter sido quitada no dia 10 de setembro não foi paga porque, segundo a empresa, o repasse do SBT não foi realizado. O canal esportivo pede a retenção de R$ 40 milhões das contas do Grupo Silvio Santos em caráter liminar. A Justiça, por enquanto, autorizou apenas o valor fixado para as despesas de curto prazo.
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