Justiça condena Marabraz por pressionar funcionário a votar em Jair Bolsonaro

0

Por Felipe RabioglioICL Notícias

ouça este conteúdo
00:00 / 00:00

1x

A Justiça do Trabalho condenou a rede de lojas Marabraz a pagar R$ 10 mil de indenização a um ex-vendedor por assédio eleitoral durante a campanha de 2022. Segundo a decisão, o trabalhador sofreu pressão para votar em Jair Bolsonaro (PL), então candidato à reeleição, e em Faouaz Taha (PSDB-SP), que disputava uma vaga de deputado estadual.

O funcionário trabalhou durante seis anos em uma unidade da varejista localizada em Jundiaí, no interior de São Paulo. Na ação, ele afirmou que empregados foram incluídos em um grupo de WhatsApp no qual circulavam mensagens relacionadas às eleições e pedidos de apoio aos candidatos.

O processo também aponta que funcionários tiveram de enviar fotografias dos comprovantes de votação, que identificam a seção e a urna utilizadas pelo eleitor, mas não revelam em quem ele votou.

Justiça reconheceu pressão sobre funcionários

Na sentença, a juíza Camila Moura de Carvalho, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), reconheceu a existência de assédio eleitoral.

A decisão considerou o depoimento de uma testemunha que confirmou a existência de pressão para que os funcionários votassem em Bolsonaro. Segundo o relato registrado no processo, os empregados também não podiam deixar o grupo de WhatsApp utilizado para o envio das mensagens.

A Marabraz negou as acusações em sua defesa. A empresa sustentou no processo que os candidatos foram apenas apresentados aos funcionários e que não houve coação, intimidação ou ameaça para direcionar os votos. A decisão ainda pode ser contestada pela varejista.

Marabraz enfrenta crise financeira

A condenação ocorre em um momento de dificuldades financeiras para a rede de móveis. Em agosto, a Marabraz entrou com pedido de recuperação judicial para renegociar aproximadamente R$ 140 milhões em dívidas.

A companhia informou à Justiça que possui atualmente 111 lojas, mas apenas 25 permanecem em funcionamento. Outras 86 estão temporariamente fechadas devido a restrições de liquidez que prejudicaram a reposição dos estoques e o pagamento de trabalhadores.

No processo de recuperação judicial, a Marabraz atribui a crise principalmente à dependência de financiamento para manter suas operações, a conflitos familiares entre os controladores e às restrições de crédito decorrentes dessas disputas. A empresa também cita o cenário de juros elevados como um dos fatores que agravaram sua situação financeira.


Evento Online


Evento Online


Informações em primeira mão! Siga o canal do ICL Notícias no WhatsApp


Acesso total a mais de 300 cursos, materiais e séries! Seja Membro ICL


Siga e acompanhe as atualizações do ICL Notícias também pelo Google News

Marabrazjustiça

Relacionados


Justiça do RJ torna réus cinco acusados por morte de ciclista em Copacabana

homicídio doloso

Justiça do RJ torna réus cinco acusados por morte de ciclista em Copacabana

Decisão aceita denúncia por motivo fútil, meio cruel e sem chance de defesa; reportagem não identifica a defesa dos suspeitos


Polícia Civil faz operação contra núcleo ligado ao PCC suspeito de lavar R$ 1 bilhão

OPERAÇÃO HELMINTOS

Polícia Civil faz operação contra núcleo ligado ao PCC suspeito de lavar R$ 1 bilhão

Operação Helmintos investiga compra de imóveis, exploração de quiosques, favorecimento em licitações e financiamento de agentes políticos em Praia Grande (SP)


Como Zema, Justiça brasileira é ‘contra as mulheres’

COLUNISTA-NINA LEMOS

Como Zema, Justiça brasileira é ‘contra as mulheres’

Mulher que foi mantida em cárcere privado por ex teve medida protetiva negada. Estamos largadas à “deus dará”

Carregar Comentários

Fonte: ICL Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *