Júri de acusado de matar namorada no Centro começa sem a presença do réu
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Publicado em 17 de Setembro de 2026 às 12:26
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O júri popular do jovem denunciado pela morte da namorada com mais de 40 facadas começou nesta quinta-feira (17) sem a presença de Matheus Stein Pinheiro no banco dos réus.
O pedido foi feito pela primeira testemunha a ser ouvida, o psiquiatra forense que atua como perito da família da vítima, Henderson Eduarth Schwengber. O depoimento dele girou em torno da avaliação sobre laudos existentes no processo que apontam doença mental em Matheus.
Em outubro de 2024, uma decisão da 1ª Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri da Capital, recusou os laudos, apontando equívocos, por terem os especialistas baseado suas conclusões somente nas alegações do réu para afirmar a dependência. O que permitiu a continuidade do processo.
O crime aconteceu em maio de 2023, no apartamento em que o casal morava, no Centro de Vitória. O relato ministerial é de que eles mantinham um relacionamento amoroso conturbado, marcado por brigas motivadas principalmente pelo ciúme de Matheus, o que teria motivado o crime.
Após o assassinato, Matheus tomou banho, trocou de roupa, deixou o apartamento, foi para a rodoviária, comprou uma passagem e seguiu de ônibus para Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo. Dois dias depois foi preso pela Polícia Civil.
Segundo o Ministério Público, a ação demostrou a frieza de Matheus. ” Uma jovem que foi covardemente assassinada, teve seus sonhos dilacerados, teve dano ao seu projeto de vida e tinha uma vida inteira pela frente. Era uma menina carinhosa, que foi morta covardemente com mais de 40 facadas por quem dizia que a amava e quem deveria protegê-la. Hoje nosso papel aqui é fazer justiça pela Ana Carolina, pela família enlutada e para toda sociedade capixaba”, disse o promotor Rodrigo Monteiro.
A defesa de Matheus insiste na tese de que o réu sofre de um transtorno mental. “Ninguém nega as circunstâncias do fato, mas foi cometido por alguém que já, há muito tempo, antes desse fato, era portador de doença mental. Desde 2019, nós temos registros de internações de Matheus, e quem afirma que Matheus não é normal, que ele não estava em seu estado normal, era ininputável, são dois peritos oficiais, nomeados pela juíza”, disso o advogado Homero Mafra.
Pouco antes do início do júri, familiares da vítima fizeram uma manifestação em frente ao fórum, usando camisas com a foto de Ana Carolina. Todos acompanham a sessão no plenário do júri. O julgamento é acompanhado por cerca de 70 pessoas, entre familiares e estudantes de direito.
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Vilmara Fernandes
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