Juiz dos EUA marca audiência sobre pedido de prisão domiciliar da primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores
Por Leonardo Fernandes — Brasil de Fato
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Juiz federal dos Estados Unidos, Alvin K. Hellerstein agendou para 8 de outubro a audiência que vai analisar a solicitação de prisão domiciliar da deputada e primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores. A sessão está marcada para as 10h30, no horário local, no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. A defesa da parlamentar pede a transferência do Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn para uma residência privada devido a complicações graves de saúde.
Conforme o cronograma estabelecido pela Justiça estadunidense, o governo dos Estados Unidos tem até 23 de setembro para responder formalmente ao pedido de fiança. Em seguida, os advogados de defesa terão prazo até 30 de setembro para apresentar sua réplica.
A petição para progressão ao regime de prisão domiciliar foi apresentada no dia 9 de setembro pela defesa de Flores. O pedido está baseado em relatórios médicos que apontam uma severa deterioração do seu estado de saúde física e cardíaca desde que foi detida. Aos 69 anos, a primeira-dama perdeu mais de 11 quilos no cativeiro, apresenta episódios de arritmia, falta de ar e dores intensas no peito. Atualmente, ela utiliza quatro medicamentos de uso contínuo.
Cilia Flores e o presidente Nicolás Maduro foram sequestrados em Caracas durante uma operação militar das forças especiais dos Estados Unidos realizada em 3 de janeiro de 2026. Levados coercitivamente para Nova York, ambos se dizem inocentes das acusações formuladas pela promotoria estadunidense e se declararam “prisioneiros de guerra” diante do tribunal. A defesa reforça que ambos possuem imunidade soberana de chefe de Estado e de primeira-dama e, por isso, pede a anulação do processo.
No dia 10 de setembro, o juiz Hellerstein determinou o sigilo dos relatórios médicos e exames clínicos apresentados pela defesa de Flores, por considerar os documentos de caráter personalíssimo.
Para permitir a resposta ao processo fora da prisão, a defesa de Cilia Flores se comprometeu a um plano rígido de monitoramento. A proposta inclui vigilância armada 24 horas por dia por uma empresa privada especializada, uso de tornozeleira eletrônica, entrega de passaporte, restrição de visitas e controle de comunicações. Todas as despesas do esquema de segurança serão custeadas pela própria acusada.
Além da audiência de fiança em 8 de outubro, o tribunal mantém agendada para 17 de novembro uma sessão para avaliar outras moções preliminares, entre as quais, o pedido para anulação da ação penal contra o casal. O início do julgamento principal está marcado para 1º de junho de 2027.
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Fonte: Brasil de Fato