jonabug reflete sobre transformações e amadurecimento em “torpor”, novo EP da banda
Por SOM.VC — Mídia NINJA
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Lançamento do selo +um HITS, o trabalho foi gravado no estúdio Rockambole com produção de Roberto Kramer
A banda jonabug lança seu novo EP, torpor, pelo selo +um HITS. Refletindo o amadurecimento após sua estreia com o álbum três tigres tristes (2025), o novo trabalho traz a banda pautando suas mudanças pessoais e profissionais. Essas reflexões impactaram diretamente nas letras e na sonoridade do EP, que tem influências de grupos como Hum, Lush, My Bloody Valentine, Ludovic e também da banda sergipana Cidade Dormitório, que participa do trabalho na faixa entre o certo e o errado. Ouça torpor aqui.
“O EP surge em um contexto pós-lançamento do nosso primeiro álbum. Agora, com mais experiência de composição e gravação, pudemos criar algo que reflete de fato o momento em que estamos”, comenta Marília Jonas, vocalista e guitarrista da jonabug, que também é formada por Dennis Felipe (baixo), Samuel Berardo (bateria) e Thales Leite (guitarra). “Essa é a estreia do Thales como parte integrante das composições da banda. Até então, ele não havia feito músicas com a gente, pois entrou após o lançamento do álbum”, conta a vocalista.
Antecipado pelo single rascunho, lançado no dia 14 de agosto, torpor tem como conceito a associação metafórica entre a condição biológica de sobrevivência e a música como forma catártica de lidar com as transformações da vida. “O estado de torpor é uma condição de lentidão física e mental em que a atividade corporal e o metabolismo são reduzidos”, explica Marília. “É uma ‘economia de energia’ adotada por certos animais – como morcegos, beija-flores, esquilos e ursos –, para sobreviver a condições climáticas extremas ou à escassez de alimentos. Nós associamos essa palavra ao nosso EP porque sugere justamente o momento de vida em que passamos por inúmeras mudanças, algumas doloridas demais para dar conta, e estar em estado de torpor, no nosso caso, é termos feito essas músicas como uma resposta a tudo que vem acontecendo.”
Gravado em junho de 2026 no estúdio Rockambole, em São Paulo (SP), torpor tem produção assinada por Roberto Kramer, profissional que já atuou com artistas como Rancore, Paira, Terno Rei, Marrakesh, Jovens Ateus, Raça e gorduratrans. “Devemos muito à produção do Roberto Kramer, que nos ajudou com várias ideias que melhoraram as músicas”, comenta Marília. “Foi uma gravação bem proveitosa e enriquecedora. Além disso, o estúdio da Rockambole é lindo, todo aquele lugar é mágico e respira música, então isso nos inspirou bastante na hora de gravar”, conclui.
Também associada ao conceito que envolve todo o EP, a capa de torpor é assinada por Nicole Wünsch. “A cor azul presente na capa sugere frieza, estar paralisado por alguma situação, enquanto a cor vermelha remete aos sentimentos que não conseguimos guardar para nós, que explodem e fazem barulho, e desse barulho surge nosso torpor”, comenta Marília.
1. rascunho
(Marília):
“Ela representa nossa evolução como banda. Reflete muito bem o que cada um tem passado nos últimos meses, não pela letra, mas pela explosão e tensão que tentamos incorporar à música. Foi a última faixa do EP a ser feita e saiu sem querer, quase não entrou no repertório e, no fim das contas, se tornou nossa preferida.”
2. i can’t be with you
(Marília):
“Essa música tem uma pegada mais emo que gostamos de colocar. É uma faixa que a gente já vem tocando há um tempo, inclusive tocamos ela no Lollapalooza. Além disso, é uma música em que eu fico apenas nos vocais, com o Denis indo para a guitarra e o Thales para o baixo, uma dinâmica que torna ela divertida de executar ao vivo.”
3. entre o certo e o errado – feat. Cidade Dormitório
(Marília):
“Assim que fizemos essa música, pensamos na Cidade Dormitório na hora, porque era nítido como eles tinham sido referência. Por sorte, acabamos nos tornando amigos, pois, antes de conhecê-los, éramos – e ainda somos – muito fãs da banda. Em 2025, tocamos juntos pela primeira vez e, em 2026, fizemos uma turnê pelo sul do país, onde começamos a trabalhar juntos nessa música, juntando ideias, etc.”
4. is this the end?
(Marília):
“A música mais antiga do EP, feita em 2025. O engraçado é que ela se encaixa em tantos contextos das nossas vidas mesmo após um ano de composição.”
OUÇA AQUI
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Fonte: Mídia NINJA