IGP-10 acelera para 1,76% em outubro impulsionado por alta nos preços ao produtor
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou uma alta de 1,76% no mês de outubro, acelerando o seu ritmo em comparação com o mês de setembro, quando a taxa havia sido de 1,47%, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o novo resultado, o indicador passa a acumular um avanço de 4,79% no ano e de 5,02% no período de 12 meses. O patamar atual representa um salto expressivo em relação a outubro de 2025, ocasião em que o índice havia subido 0,08% e acumulava alta de 1,60% em 12 meses.
“A aceleração do IGP-10 em outubro foi puxada principalmente pelos preços ao produtor, com destaque para os avanços da gasolina automotiva. A alta também observada em produtos da cadeia da soja e em bovinos reforçou a alta do IPA. No índice ao consumidor, a aceleração de alimentos in natura, como tomate, batata-inglesa e cebola, contribuiu para elevar o índice. Embora itens como café em grão e tarifa de eletricidade residencial tenham registrado recuos, suas quedas não foram suficientes para compensar as pressões altistas disseminadas entre produtos agropecuários, industriais e combustíveis.”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), de grande relevância na composição do indicador geral, subiu 2,36% em outubro, mostrando aceleração na comparação com setembro, mês em que havia registrado taxa de 1,90%. A análise detalhada dos estágios de processamento do IPA aponta que o grupo de Bens Finais teve alta de 1,48% em outubro, um salto considerável diante dos 0,56% verificados no mês anterior. Já o índice de Bens Finais (ex), indicador que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, passou de 0,71% em setembro para 0,72% em outubro.
Ainda no âmbito do IPA, o grupo de Bens Intermediários registrou inflação de 1,16% em outubro, ante 0,47% registrados no mês anterior. Quando observado o índice de Bens Intermediários (ex), que descarta o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, o avanço foi de 0,23% em setembro para 0,99% em outubro. Por sua vez, o estágio das Matérias-Primas Brutas apresentou elevação de 3,81% em outubro, mostrando uma ligeira desaceleração frente à taxa de 3,91% apurada no mês anterior.
Em sentido oposto ao IPA, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apontou desaceleração ao registrar alta de 0,39% em outubro, contra 0,44% observados em setembro. Das oito classes de despesa apuradas pelo indicador, quatro apresentaram alívio nas taxas de variação: Habitação (que recuou de 1,68% para 0,23%), Despesas Diversas (de 2,11% para 0,06%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,25% para 0,18%) e Transportes (de 0,16% para 0,12%).
Por outro lado, quatro classes de despesa do consumidor registraram alta no período: Alimentação (subindo de 0,03% para 1,09%), Educação, Leitura e Recreação (saindo de -1,20% para 0,43%), Vestuário (de -0,20% para 0,20%) e Comunicação (de -0,04% para 0,02%).
Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,28% em outubro, desacelerando em relação ao resultado de 0,50% verificado em setembro. A dinâmica entre os três componentes do INCC mostrou comportamentos heterogêneos na transição mensal: o grupo de Materiais e Equipamentos variou de 0,30% para 0,28%; o grupo de Serviços intensificou a alta, passando de 0,18% para 0,29%; e o grupo relativo à Mão de Obra desacelerou expressivamente, passando de 0,80% em setembro para 0,27% em outubro.
Fonte: Brasil 247