Guilherme Cortez alerta para semelhanças entre Flávio Bolsonaro e Collor (vídeo)
Por Guilherme Levorato — Brasil 247
247 – Ao traçar um paralelo histórico entre a figura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, e o ex-presidente Fernando Collor de Mello, o deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) publicou uma gravação nas redes sociais para alertar a população sobre os riscos de repetir escolhas políticas do passado.
Em seu posicionamento, o parlamentar paulista detalhou as semelhanças na ascensão de figuras que se apresentam como renovação, mas que possuem histórico fundamentado na política tradicional. “Um jovem político tentando ser presidente do Brasil. Filho de deputado, sobrenome conhecido e que nunca trabalhou na vida e sempre viveu da política. Com discurso truculento, que prometia acabar com privilégios. Que tinha maioria no Congresso e muitas expectativas da população”, iniciou Cortez na gravação veiculada na segunda-feira (19).
O representante do PSOL relembrou ainda os desdobramentos econômicos e sociais das medidas adotadas durante a gestão de Collor no início da década de 1990, destacando a atuação da equipe econômica da época. “Tinha uma ministra da Fazenda com personalidade forte, que prometia ajustar as contas públicas custe o que custasse, mas que no primeiro dia de mandato anunciou que aqueles cortes na verdade eram contra o povo e confiscou a poupança de um país inteiro”, ressaltou.
Ao enumerar o impacto direto daquela gestão na vida cotidiana das famílias brasileiras, Cortez enfatizou a gravidade do cenário de recessão, inflação fora de controle e escândalos de desvio de recursos públicos. “Um presidente que fez a inflação bater 82% no seu governo, com salários estagnados e o PIB caindo 4%. Empresas quebraram, enquanto tinha gente sem conseguir sacar dinheiro no banco para comprar remédio. Um presidente que de bom moço não tinha nada. E descobriu-se depois que era um dos maiores corruptos da história do país”, declarou o deputado.
Por fim, o parlamentar recordou o papel da mobilização da sociedade civil para interromper aquele mandato e fez um apelo de conscientização às novas gerações antes da definição do segundo turno da eleição presidencial deste ano, disputado entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula (PT). “Até que um grande movimento popular precisou sair às ruas e derrubar o seu governo, antes que ele quebrasse o país inteiro. Se você é da minha geração, talvez você não lembra de quem eu estou falando, mas seus pais, tios e avós não esquecem. Pergunta para eles. O Brasil não precisa viver isso de novo”, finalizou Cortez.
Um post compartilhado por Guilherme Cortez (@guilhermecortez_)
Fonte: Brasil 247