Greve de servidores de Araucária tem mais de uma semana sem respostas efetivas da prefeitura
Por Gustavo de Sousa — Brasil de Fato
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Em protesto contra as alterações no Fundo de Previdência Municipal de Araucária e nos direitos sindicais, mais de 1,5 mil servidores públicos do município mantêm greve que acumula 8 dias, em Araucária (PR), na Região Metropolitana de Curitiba. Na segunda-feira (5), representantes dos funcionários públicos se reuniram para discutir alterações na Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 11/2026, aprovada em primeiro turno na Câmara Municipal, em 29 de setembro.
Na reunião, os sindicatos e os técnicos do Fundo apresentaram proposta de alterações no artigo 71 da Lei Orgânica do Município, para ampliação das garantias de autonomia do fundo em relação ao poder executivo. Como não houve concordância da prefeitura com a proposta completa, foi marcada para esta terça-feira (6), às 15h, uma nova discussão entre os órgãos.
Ainda nesta terça-feira, os trabalhadores fizeram uma manifestação silenciosa na Câmara, depois de a prefeitura ter negado a fala em plenário da Câmara, em plenário, pela terceira vez consecutiva.
De acordo com os sindicatos, até o momento a administração do prefeito Gustavo Botogoski (PSD) se negou a discutir os demais pontos da Proposta nº 11/2026, que são:
Mesmo após mais de uma semana em paralisação e inúmeras solicitações dos trabalhadores e trabalhadoras, não houve reunião com o atual prefeito de Araucária. Os servidores conseguiram apenas encontros com representantes da gestão municipal, como o procurador-geral do município, Gelson Luiz Mezzomo, e o secretário de governo, Robison Furman.
Quase todas as alterações apresentadas pelo Sifar, pelo Sismmar e por técnicos do Fundo, na reunião desta segunda-feira (5), já haviam sido apresentadas antes à Comissão Especial da Câmara de Vereadores, composta pelos vereadores Ricardo Teixeira (Republicanos), Nilso Vaz (PL) e Vilson Cordeiro (União Brasil). A comissão, entretanto, não incluiu nenhuma sugestão.
*Estagiário sob supervisão de Murilo Bernardon.
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Fonte: Brasil de Fato