Governo federal inclui 82 novos empregadores na ‘lista suja’ do trabalho escravo

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Por Ana Luiza Basilio — Carta Capital

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Direto da Redação, com Paulo Nogueira Batista: O Brasil vai caber no quintal dos EUA?

Minas Gerais é o estado de maior concentração das ocorrências, com 19 casos; na sequência aparece a Bahia, com oito

O governo federal atualizou, nesta terça-feira 6, o cadastro de empregadores submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja” do trabalho escravo.

Foram incluídos 82 novos empregadores na atualização, sendo 54 pessoas físicas e 28 jurídicas. Houve uma redução de 51,48% em relação à atualização anterior, realizada em abril. Os novos casos envolvem 553 trabalhadores e trabalhadoras submetidos a condições análogas à escravidão.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, responsável pelas inspeções realizadas entre 2024 e 2026, as ocorrências contemplam 21 estados. Minas Gerais é o de maior concentração com 19 casos, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão registram seis ocorrências cada.

Na sequência, aparecem Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí, com quatro casos cada; Mato Grosso, Pernambuco e Roraima, com três ocorrências cada; Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Rondônia e Paraíba, com dois casos cada; e Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, com uma ocorrência cada.

Entre as atividades econômicas com maior número de inclusões nesta atualização estão a criação de bovinos para corte (8), os serviços domésticos (7), a produção de carvão vegetal (6), a produção de café (6) e a construção de edifícios (5).

Após a inclusão no Cadastro, o nome de cada empregador permanece publicado pelo período de dois anos.  Denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, lançado em 15 de maio de 2020 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).


Ana Luiza Basilio

Repórter do site de CartaCapital

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Fonte: Carta Capital

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