Gleisi pede derrubada de posts e perfis que pedem fim do voto feminino

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Por Otávio RossoBrasil 247

247 – A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), candidata ao Senado, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a remoção de publicações de influenciadores que defendem restrições ao voto feminino ou atacam a participação das mulheres no processo eleitoral.

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a representação apresentada por Gleisi também solicita que as plataformas digitais sejam obrigadas a preservar os conteúdos publicados, incluindo dados sobre alcance, impulsionamento e monetização. A petista pede ainda que, em caso de conduta reiterada, os perfis responsáveis sejam suspensos temporariamente.

No pedido, a deputada afirma que circulam nas redes sociais conteúdos segundo os quais mulheres votariam “pior” do que homens, além de propostas para substituir o voto individual pelo chamado voto familiar e publicações que tratam o sufrágio feminino como um “erro histórico”.

Gleisi também citou uma declaração feita em junho pelo influenciador Paulo Figueiredo, na qual ele afirmou que mulheres votam mal. Na avaliação da parlamentar, o episódio não pode ser tratado de forma isolada. “Não era episódio isolado, mas integrava ambiente mais amplo de circulação de formulações semelhantes”, diz a representação.

A ação também pede que o partido Missão seja intimado a prestar esclarecimentos sobre um trecho de material vinculado à legenda que discute a chamada “democracia familiar”. O Missão e seu candidato à Presidência, Renan Santos, já afirmaram que a posição sobre o voto feminino não corresponde ao que o partido propõe.

Na representação, Gleisi argumenta que a liberdade de expressão não pode ser usada para afetar direitos políticos de terceiros, ainda que o TSE adote como orientação geral a menor interferência possível no processo eleitoral. O pedido sustenta que ataques ao voto feminino devem ser analisados à luz da legislação eleitoral vigente.

“A legislação eleitoral de 2026 fez opção normativa explícita ao reconhecer a violência política contra a mulher como situação que exige resposta própria”, afirma um trecho da representação.

O caso ocorre em meio à ampliação do debate sobre violência política de gênero e sobre os limites da atuação das plataformas digitais durante o período eleitoral. A iniciativa de Gleisi busca enquadrar publicações contra o voto feminino como uma ameaça direta à participação política das mulheres e aos direitos assegurados pelo sistema eleitoral brasileiro.

Fonte: Brasil 247

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