Gleisi, Marina e Tebet confrontam bolsonaristas sobre pandemia, Vorcaro e ataques às mulheres

0

Por Augusto LeitePartido dos Trabalhadores

FILIAR É UM ATO DE LUTA.

O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.


Filie-se

FILIAR É UM ATO DE LUTA.

O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.


Filie-se

FILIAR É UM ATO DE LUTA.

O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.


Filie-se

FILIAR É UM ATO DE LUTA.

O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.


Filie-se

Siga nossas redes

Nos debates da Band ao Senado, candidatas cobram explicações sobre relações de Flávio Bolsonaro com banqueiro e rebatem machismo da extrema direita

Da Rede PT de Comunicação

Publicado em 10/09/2026 às 19h47

Compartilhe

Os debates entre candidatas e candidatos ao Senado promovidos pela Band nos estados, na noite de quarta-feira, 9, levaram ao centro da disputa as contradições do bolsonarismo. No Paraná, Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, candidatos do PT, lembraram o deboche de Jair Bolsonaro com as vítimas da pandemia. Em São Paulo, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) confrontaram Guilherme Derrite (PP) sobre os ataques às candidatas e as falhas no atendimento às mulheres vítimas de violência.

Ao longo do debate paranaense, Gleisi questionou a coerência do discurso anticorrupção de Deltan Dallagnol (Novo) diante de sua aliança com Flávio Bolsonaro e das relações do presidenciável com Vorcaro e o Banco Master.

A petista também cobrou investigação de todos os envolvidos no caso Master, em sintonia com o pedido de Lula pela abertura dos sigilos e por transparência nas apurações. “Eu quero que essa investigação do Master atinja todos, inclusive o seu candidato a presidente Flávio Bolsonaro”, disse a Dallagnol.

O ex-procurador que atuou na Operação Lava Jato havia questionado o posicionamento de Gleisi sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na resposta, ela afirmou que o papel do magistrado no enfrentamento à tentativa de golpe de Estado no 8 de janeiro de 2023 não o isenta de prestar esclarecimentos nem de responder por eventuais irregularidades.

“Se o Alexandre de Moraes estiver envolvido, vai ter que pagar; o Flávio Bolsonaro, candidato de vocês, vai ter que pagar; todo mundo, levanta o sigilo. Não tem ministro de estimação no Supremo, não; quem tiver erro tem que pagar”, declarou.

Em outro momento, Gleisi retomou a cobrança a Dallagnol: “Se ele combatesse a corrupção, ele não estava do lado do Flávio Bolsonaro”. A candidata lembrou o pedido de dinheiro a Vorcaro e o tratamento de “irmãozão” usado pelo filho do ex-presidente.

Dr. Rosinha também cobrou os adversários pelas relações de Flávio com o banqueiro. Nas considerações finais, acusou candidatos do PL e do Novo de substituir propostas por ataques e pela defesa do presidenciável, a quem se referiu como “o cara do Vorcaro que foi lá pedir dinheiro para fazer um filme e não presta conta do filme”.

A relação com o Master também entrou no confronto com o bolsonarista Filipe Barros (PL). Gleisi questionou quem havia solicitado a apresentação de um projeto para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, medida que, segundo ela, beneficiaria o banco de Vorcaro.

A petista também reagiu às tentativas de associar o PT à complacência com o crime. Citou a proposta de reorganização da segurança pública e a Operação Carbono Oculto, com foco nas estruturas financeiras das organizações criminosas.

Na saúde, Dr. Rosinha já havia aberto sua participação lembrando as mais de 700 mil mortes na pandemia e a postura de Bolsonaro diante das vítimas. Médico e ex-deputado federal, ele questionou: “Qual foi a contribuição do Jair Bolsonaro na área de saúde? Nenhuma”.

“Você lembra também como ele ironizava o sofrimento imitando quem faltava ar. Isso é desumano, isso não é solidariedade nenhuma”, declarou.

Ao debater o tema com Rosinha, Gleisi também lembrou a postura de Bolsonaro durante a pandemia e questionou os candidatos que mantêm apoio ao ex-presidente e à sua família.

“O Bolsonaro tirava sarro das pessoas morrendo. Eu não sei como é que eles apoiam um candidato desse”, disse. Na sequência, lembrou o deboche com pessoas que sofriam com falta de ar, a declaração “eu não sou coveiro” e a desinformação sobre vacinas.

“Ele fingia que estava afogado e dizia ‘eu não sou coveiro’, dava cloroquina pra ema, tirava sarro das pessoas que estavam morrendo. Como é que apoiam um candidato como esse?”, questionou.

Gleisi contrapôs essa conduta à defesa da vacinação e aos programas de saúde dos governos petistas, como Samu, UPAs, Farmácia Popular e Mais Médicos. “Nós restabelecemos a vacina. A vacina é importante porque ela salva vidas”, afirmou. “Eu desafio eles a dizerem o que o governo deles fez na saúde!”

A violência contra as mulheres também levou Gleisi a confrontar o legado bolsonarista. Em discussão com Cristina Graeml (PSD), recordou a declaração em que Bolsonaro descreveu o nascimento de uma filha como uma “fraquejada”.

“Eu não me considero uma fraquejada, não sei se você se considera. As mulheres são fortes”, respondeu a petista, que destacou a importância de políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência.

Em São Paulo, o tratamento dado às mulheres marcou os embates de Marina Silva e Simone Tebet com os adversários. Ao responder a Derrite, que negou haver motivação de gênero nos ataques às candidatas, Marina apontou a diferença entre as críticas à mudança de domicílio eleitoral das duas e o silêncio sobre a trajetória do governador Tarcísio de Freitas.

“A incoerência é sua, porque eu nunca vi você atacando o governador Tarcísio por ter mudado seu domicílio do Rio de Janeiro para São Paulo. Quando faz isso em relação a mim e à Simone Tebet, é pelo fato de sermos mulheres”, afirmou.

Marina cobrou uma explicação para o tratamento desigual: “Por que o governador pôde sair do Rio de Janeiro em 2022 e ser candidato e nós duas não podemos?”. A candidata também ressaltou seus vínculos com São Paulo e o orgulho de sua origem acreana.

“Eu não finjo que sou paulista, tenho orgulho do meu estado de origem, mas tenho orgulho também de ter sido salva por três vezes pelo estado de São Paulo”, disse.

Em outro confronto, com André do Prado (PL), Marina voltou a denunciar a diferença de critérios aplicada a homens e mulheres. O adversário havia criticado sua decisão de assumir o Ministério do Meio Ambiente após a eleição para a Câmara.

“Quando é uma mulher que é escolhida ministra, é tido como se fosse um demérito; quando é um homem, é porque ele era tão valorizado a ponto de ser escolhido ministro”, rebateu.

Questionada sobre sua participação no governo Lula, Marina lembrou a ameaça à democracia e a articulação que reuniu diferentes forças políticas em 2022. “Naquele momento nós formamos uma frente ampla em defesa da democracia e da recuperação de políticas sociais que haviam sido abandonadas”, explicou.

Tebet também reagiu à tentativa de atingir a reputação das candidatas por associação com terceiros. “Quando os homens se juntam e veem mulheres nos espaços de poder, colocam a pecha em nós daquilo que nós não temos nada a ver”, afirmou.

Na discussão sobre crime organizado, Tebet questionou os resultados da gestão estadual e mencionou suspeitas envolvendo um ex-integrante da cúpula da Polícia Militar indicado durante a passagem de Derrite pela secretaria.

“Houve um aumento da expansão do crime organizado, do PCC e CV, inclusive lamentavelmente dentro da corporação da Polícia Militar”, afirmou. A candidata cobrou investigação e instrumentos para alcançar os financiadores das facções.

Além dos confrontos, Marina e Tebet assumiram juntas o compromisso com o fim da escala 6×1.


Mulheres


Eleições


Mulheres


Eleições


Eleições


Mulheres


Brasil


Educação

Nos debates da Band ao Senado, candidatas cobram explicações sobre relações de Flávio Bolsonaro com banqueiro e rebatem machismo da extrema direita

10/09/2026

Partido protocolou no STF duas petições aos magistrados em que afirma que a transparência total é o remédio contra o vazamento seletivo e descontextualizado…

10/09/2026

Presidente participa de ato político em Teresina, ao lado da primeira-dama Janja e de aliados, diz que adversários não têm proposta e cita aumentos…

09/09/2026

Intromissão nas eleições é inaceitável, com parcialidade de relator do Master, que mantém escondidas as provas e protege Flávio Bolsonaro, afirma Éden Valadares

09/09/2026

Fonte: Partido dos Trabalhadores

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *