Gilmar diz que Mendonça tem viés eleitoral: ‘Pessoas decentes não fazem isso’
Por Leonardo Miazzo — Carta Capital
Menu
A discussão ocorreu na sessão em que o plenário decidirá se autoriza uma investigação contra Moraes por relação com Vorcaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira 15 ser evidente um viés político-eleitoral na condução da petição que contém um relatório da Polícia Federal sobre diálogos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e o ministro Alexandre de Moraes.
A declaração resultou em uma discussão aos gritos durante a sessão em que o plenário decidirá se autoriza uma investigação contra Moraes. A PF produziu o relatório por determinação do ministro André Mendonça.
“É evidente, até as pedras sabem: há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido nesta PET 1662. Escolha de data, 7 de setembro, todo esse cenário, envolvendo esta Corte em campanha eleitoral”, disse Gilmar. Mendonça interrompeu o decano e afirmou que o colega “está sendo leviano”.
“Vossa excelência não tem a palavra e vai escutar com tranquilidade”, acrescentou Gilmar. “Evidente condução político-eleitoral. Escolha do 7 de Setembro, até pixulecos. Isso não se faz. Pessoas decentes não fazem isso.”
Mendonça, então, dirigiu-se a Gilmar: “Não aponte o dedo. Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal”. O decano, por sua vez, devolveu: “Quem não se dá respeito não merece respeito”.
Assista :
Leonardo Miazzo
Editor de CartaCapital
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Desenvolvido por OKN Technology Agency
Fonte: Carta Capital