Gato Preto e Bia Miranda são condenados após acidente com Porsche
Por Laís Gouveia — Brasil 247
247 – A Justiça de São Paulo condenou o influenciador Gato Preto e sua ex-companheira, Bia Miranda, em uma ação de indenização relacionada a um acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2025. A decisão estabelece o pagamento de mais de R$ 161 mil às vítimas da colisão, que envolveu uma Porsche conduzida pelo influenciador. A sentença também reconheceu a responsabilidade de Bia por ofensas e pela exposição dos envolvidos nas redes sociais.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (19) pela coluna da jornalista Fábia Oliveira, do Metrópoles. O processo foi apresentado por Edilson Maiorano, Ivan Bartalot Pereira Maiorano e Debora Bartalot Pereira, que recorreram à Justiça após o episódio. A decisão de primeira instância foi proferida em 16 de setembro pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho.
De acordo com os autos, Gato Preto dirigia uma Porsche em alta velocidade quando atingiu o automóvel ocupado por Edilson e seu filho, Ivan. Ambos ficaram feridos. Após a batida, o influenciador e Bia Miranda deixaram o local sem prestar socorro às vítimas.
A sentença apontou que exames toxicológicos identificaram a presença de álcool etílico, MDA e THC na urina de Gato Preto. Para o magistrado, os elementos reunidos no processo demonstraram a responsabilidade do influenciador pelo acidente.
O caso também teve desdobramentos criminais. O Ministério Público de São Paulo denunciou Gato Preto por duas tentativas de homicídio com dolo eventual, caracterizado quando uma pessoa assume o risco de provocar a morte de outra. A denúncia criminal tramita separadamente da ação de indenização.
Justiça reconhece danos físicos e psicológicos às vítimas
Na análise dos pedidos de reparação, o juiz considerou que Ivan sofreu consequências físicas e psicológicas em decorrência da colisão. O jovem apresentou escoriações e uma fratura que exigiram acompanhamento médico durante meses, além de prejuízos à saúde mental.
O magistrado também reconheceu os danos morais sofridos por Edilson. Conforme relatado no processo, o pai presenciou o filho ferido e preso ao airbag do automóvel, sem receber auxílio do motorista responsável pela batida. A decisão ainda registrou que Edilson foi ameaçado por Gato Preto no local do acidente.
Com base nessas circunstâncias, o influenciador foi condenado a pagar R$ 100 mil a Ivan por danos morais e R$ 60 mil a Edilson pelo mesmo motivo. Também deverá desembolsar aproximadamente R$ 1,3 mil a Ivan por prejuízos materiais, elevando o valor das condenações atribuídas a ele a mais de R$ 161 mil.
O juiz, entretanto, rejeitou parte das solicitações de ressarcimento. Entre elas estavam despesas com medicamentos e estacionamentos de hospitais que não tiveram seus pagamentos devidamente comprovados.
A reparação pelos danos provocados ao veículo das vítimas também foi negada. Segundo a sentença, a seguradora já havia desembolsado mais de R$ 50 mil para cobrir os prejuízos relacionados ao automóvel, afastando a necessidade de novo pagamento pelo mesmo dano.
No caso de Debora Bartalot Pereira, mãe de Ivan, o pedido de indenização foi rejeitado. O magistrado reconheceu o sofrimento provocado pelos ferimentos do filho, mas avaliou que as circunstâncias não preenchiam os requisitos para a concessão de reparação por danos morais em seu favor.
Bia Miranda foi responsabilizada por exposição e ofensas
Embora estivesse na Porsche no momento da colisão, Bia Miranda não foi considerada responsável pela condução do veículo nem pela ocorrência do acidente. Sua responsabilização judicial está relacionada ao comportamento adotado depois da batida.
Segundo o processo, a influenciadora gravou imagens da situação, divulgou o conteúdo nas redes sociais e fez comentários ofensivos sobre as vítimas. Nas publicações, chamou Edilson de “senhorzinho” e se referiu ao automóvel atingido como “lixo”.
Durante a ação, Bia sustentou que havia registrado as imagens apenas para informar seus seguidores sobre seu estado de saúde. O argumento, entretanto, não foi acolhido pelo juiz, que considerou ofensiva a exposição dos envolvidos.
A sentença reconheceu, assim, que a influenciadora deveria responder pelas consequências de suas manifestações após o acidente, independentemente de não ter participado diretamente da condução da Porsche.
A decisão divulgada pelo Metrópoles é de primeira instância. A reportagem não detalhou o valor individual da obrigação imposta a Bia Miranda nem informou se as partes apresentaram recursos contra a sentença.
Fonte: Brasil 247