Fundação OpenAI destina US$ 25 bilhões a pesquisas e filantropia

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Por Tiago Souza — Carta Capital

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Entidade mantida pela criadora do ChatGPT revela primeiros repasses para saúde e ciências da vida, com foco em Alzheimer e doenças de alta incidência

A Fundação OpenAI, entidade vinculada à desenvolvedora do ChatGPT, começou a distribuir recursos de seu compromisso de ao menos US$ 25 bilhões (R$ 135 bilhões) para financiar ações filantrópicas e pesquisas científicas. Segundo informações publicadas pela revista Nature, a organização criada em outubro de 2025, após uma reestruturação da governança da OpenAI, já iniciou os aportes financeiros nas áreas que definiu como prioritárias.

De acordo com a Nature, a fundação concentra seus primeiros esforços em três frentes nas ciências da vida: inteligência artificial aplicada ao Alzheimer, dados públicos para saúde e doenças de alta carga e elevada mortalidade. Nesta última categoria, a entidade inclui enfermidades que provocam mais de 500 mil mortes por ano no mundo ou causam impacto equivalente em termos de problemas de saúde.

Jacob Trefethen, que lidera a área de ciências da vida na Fundação OpenAI , afirmou à revista que a missão da entidade é garantir que a inteligência artificial beneficie toda a humanidade. Segundo ele, as ciências da vida e a saúde estão entre os setores em que a tecnologia pode gerar mais benefícios.

Trefethen declarou que a fundação pretende ser ambiciosa e atuar com rapidez. Ele citou como exemplo a tuberculose, descrita por ele como a maior causa de morte por doença infecciosa, e disse que o objetivo é investigar o que se tornou possível com a IA para ajudar pacientes que hoje não dispõem de opções adequadas de tratamento.

Conforme a publicação, a fundação realizou neste mês uma rodada de doações como parte de um pacote inicial de mais de US$ 125 milhões em doações (R$ 675 milhões) para financiar a criação de dados de acesso livre voltados à pesquisa em saúde e ciências da vida.

Os aportes incluem US$ 40 milhões (R$ 216 milhões) para um projeto da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill destinado ao desenvolvimento de vacinas contra o câncer. Outros US$ 15 milhões (R$ 81 milhões) foram direcionados a um esforço para prever com mais precisão como medicamentos atravessam a barreira hematoencefálica e outras membranas do organismo.

A rodada também contemplou US$ 500 mil (R$ 2,7 milhões) para um projeto-piloto que busca reaproveitar dados de empresas de biotecnologia que encerraram atividades. Esses aportes se somam a uma doação anterior de US$ 100 milhões (R$ 540 milhões) para pesquisas sobre Alzheimer.

Trefethen afirmou à Nature que a combinação entre inteligência e mais observações do mundo é o que produzirá avanços contra doenças, e que essas observações correspondem a dados científicos. Segundo ele, em problemas como o Alzheimer, o conhecimento coletivo ainda é insuficiente para desenvolver tratamentos adequados aos pacientes, o que exige mais dados de diferentes tipos.

O dirigente disse que a fundação pretende apoiar essa infraestrutura científica de base para que todos os pesquisadores possam construir sobre ela e todos os pacientes possam se beneficiar.

A Fundação OpenAI foi criada em outubro de 2025, após uma reformulação na governança e na estrutura da OpenAI. A entidade detém uma participação de 26% na empresa, cujo valor de mercado gira em torno de US$ 1,4 trilhão (R$ 7,6 trilhões). Com esse ativo, a fundação pode se tornar a organização sem fins lucrativos mais rica do planeta, segundo a Nature.

A publicação compara a iniciativa à Chan Zuckerberg Initiative, entidade filantrópica que anunciou em 2016 a meta de curar todas as doenças até o fim do século. Questionado se a Fundação OpenAI tem objetivo semelhante, Trefethen respondeu que a fundação pretende ser ambiciosa, sem detalhar metas específicas de prazo.

*Conteúdo produzido com auxílio de IA sob a supervisão de um profissional do CartaLab.


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Fonte: Carta Capital

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