“Frachin” deveria entregar a presidência a Flávio Dino

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Por Alex SolnikBrasil 247

O vitorioso da sessão extraordinária de hoje do STF foi Flávio Dino. Ele pautou toda a reunião, do começo ao fim. Começou com a questão de ordem – sua, mas proferida por Gilmar Mendes – que pediu que os casos relativos a Alexandre de Moraes e a André Mendonça fossem deliberados na mesma reunião e não em duas diferentes, como determinou Edson Fachin. Que, depois do que aconteceu hoje, ficou definitivamente rotulado como “Frachin”. Os erros que cometeu desde o início dessa crise foram apontados um a um. A começar da pauta da sessão, na qual constava como relator André Mendonça. Como bem apontou Flávio Dino. Dino também mostrou que “Frachin” jamais deveria ter avocado para si a relatoria sem Mendonça ter renunciado. E, ao renunciar, deveria ser sorteado o novo relator. Alexandre de Moraes evidenciou que o objeto da sessão deveria ser votar contra ou a favor da nulidade do relatório da PF que foi o pivô de toda a crise. Pois o trâmite de Mendonça foi totalmente torto. E quando a PGR propôs a nulidade,  “Frachin” deveria ter confirmado a decisão e não haveria crise alguma. O erro seguinte – depois de rejeitar o juízo da PGR – foi marcar primeiro uma sessão para deliberar se Moraes deveria ser investigado e depois, outra, para deliberar sobre Mendonça. E o mais grave: ambas em meio à reta final da campanha presidencial. Tudo porque ele queria resolver um assunto tão controverso a toque de caixa. Resumo da ópera: a corte suprema (e boa parte do país) passaram o dia todo debruçados sobre uma questão de ordem que acabou empatada. Ou seja, sem decisão. E, graças a Flávio Dino, que pediu vista, a grande confusão – como definiu Gilmar Mendes – ficou para daqui a noventa dias, quando já saberemos quem será o inquilino do Palácio do Planalto. A melhor providência de “Frachin”, antes de encerrar a desastrosa sessão, seria entregar a presidência a Flávio Dino. O presidente de fato do atual STF.

Fonte: Brasil 247

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