Focus na contramão: últimas falas de Lula pressionam redução maior das taxas de juros

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Por Hora do PovoHora do Povo

O que pressiona os gastos são os juros que consomem R$ 1,3 trilhão por ano, denuncia o presidente

O presidente Lula vem defendendo a redução mais significativa das taxas de juros no Brasil e rebatendo as investidas do cartel dos bancos que defendem que o Brasil precisa reduzir os gastos públicos, reduzir a dívida, etc, etc, caso contrário os juros vão continuar nas alturas.

“A grande dívida do Brasil é a taxa de juros que nós pagamos, R$ 1,3 trilhão [em 12 meses], afirma o presidente Lula.

“Para gerar emprego, a economia tem que crescer, e para a economia crescer, o governo tem que investir. E para o governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit, de ter controle fiscal ”, declarou o presidente Lula, durante comício em Curitiba (PR), no sábado (12), criticando o arrocho fiscal.

Esta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, volta a se reunir para definir a taxa Selic, hoje em 14%.

Sob pressão dos bancos e demais rentistas pela manutenção dos juros nas alturas, o Banco Central divulgou, nesta segunda-feira (14), o boletim Focus, com a projeção da taxa Selic em 13,75% ao final deste ano, com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

Para manter seus superlucros às custas dos cofres públicos e do sufoco do setor produtivo e das famílias brasileiras, o cartel dos bancos faz terrorismo sobre “deterioração das contas públicas” e defendem mais arrocho com cortes em investimentos sociais e nas despesas obrigatórias da União com a Saúde, Educação e Previdência Social.

As projeções do Focus ocorreram após o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto registrar um recuo de 0,32% e atingir a maior deflação desde agosto de 2022, segundo o IBGE.

Sem o pretexto da “ameaça” de inflação, hoje sob controle e em desaceleração, conforme o IPCA de agosto, a projeção para a inflação pelo boletim do BC caiu de 5% para 4,9% em relação à última semana.

O indicador acumula alta de 3,11% em oito meses e, em 12 meses, ficou em 4,22%, o que fica abaixo dos 4,44% dos 12 meses encerrados em julho.

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Fonte: Hora do Povo

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