FMI prevê Brasil entre as oito maiores economias do mundo em 2027

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Economia

Congresso em Foco

16/10/2026 8:26

O Brasil deve voltar a ocupar a oitava posição entre as maiores economias do mundo em 2027, segundo projeções divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A estimativa indica que o país ultrapassará Itália e Rússia, avançando duas colocações no ranking mundial.

Os dados fazem parte da atualização de outubro do relatório Perspectivas da Economia Mundial (World Economic Outlook).

Segundo o levantamento, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve alcançar US$ 2,796 trilhões em 2027, acima dos US$ 2,772 trilhões projetados para a Itália e dos US$ 2,675 trilhões previstos para a Rússia.

Atualmente o Brasil ocupa a décima posição entre as maiores economias do mundo.

Em 2026, o Brasil ainda deve permanecer na décima posição, com PIB estimado em US$ 2,655 trilhões.

A projeção é que o país mantenha o oitavo lugar até 2031, quando sua economia poderá atingir US$ 3,398 trilhões.

Brasil entre as dez maiores economias

O ranking considera o valor nominal do PIB em dólares, indicador que permite comparar o tamanho das economias de diferentes países. A classificação, entretanto, pode sofrer alterações conforme o desempenho econômico e as oscilações das taxas de câmbio.

Pelas projeções do FMI, os Estados Unidos devem continuar na liderança em 2027, seguidos pela China e pela Alemanha. A Índia aparece na quarta posição, à frente de Reino Unido, Japão e França.

A diferença entre Brasil e Itália, no entanto, deve ser pequena.

Pelas estimativas, a economia brasileira ficará cerca de US$ 24 bilhões à frente da italiana, margem que pode ser alterada por mudanças no câmbio ou nas projeções de crescimento.

FMI prevê desaceleração do crescimento brasileiro

Apesar da expectativa de avanço no ranking, o FMI reduziu suas projeções de crescimento para a economia brasileira nos próximos dois anos.

Para 2026, a instituição prevê expansão de 2,2% do PIB, abaixo dos 2,4% estimados anteriormente. Em 2027, a expectativa é de crescimento de 1,9%, também inferior à projeção anterior, de 2,2%.

A revisão foi apresentada no relatório divulgado nesta semana, que também aponta riscos para a economia mundial, como o aumento das tensões internacionais, a elevação dos custos de energia e as incertezas relacionadas aos investimentos em inteligência artificial.

O avanço no ranking das maiores economias não significa, necessariamente, que a população terá um aumento equivalente de renda. Isso porque a classificação considera o tamanho total do PIB em dólares, sem levar em conta diretamente a distribuição de renda ou o poder de compra dos habitantes.

As projeções ainda podem ser revistas nas próximas atualizações do FMI, conforme a evolução da atividade econômica, da inflação e das taxas de câmbio.

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Fonte: Congresso em Foco

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