Flávio sinaliza adesão à aliança tramada pelos EUA para saquear terras raras do Brasil
Por Hora do Povo — Hora do Povo

Capacho de Trump já revelou sua intenção de aderir ao “Escudo das Américas”, simulacro pretendido pelos EUA para expropriar as terras raras e os minerais críticos dos países latino-americanos
Se o leitor considerava que já havia conhecido tudo do capachismo do candidato Flávio Bolsonaro ao governo Trump, dos EUA, pode tirar o cavalinho da chuva.
Informação veiculada pelo site ICL Notícias dá conta que o pretendente ao Palácio do Planalto no pleito de 4 de outubro defende integrar o Brasil ao chamado ”Escudo das Américas”, uma aliança militar sob o comando dos Estados Unidos, que prevê o controle do abastecimento de terras raras e recursos naturais.
Trump, em seu desespero de frear o desenvolvimento chinês, quer colocar sob seu controle cerca de 20 países latino-americanos, sempre sob o surrado e falacioso pretexto de combater o narcotráfico na América Latina. Não por ocaso, classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) e Terroristas Blogais Especialmente Designados (SDGT).
A mesmo foi feito na Venezuela para justificar a invasão do país, o sequestro de seu presidente constitucionalmente eleito e o assassinato dos integrantes da guarda de segurança de Maduro.
Na reunião realizada esta semana, a segunda desde sua criação, ficou evidente que a o combate contra as drogas não passa de uma camuflagem para impor a hegemonia política e militar dos EUA na região.
A suspeita é de que a principal função da aliança não seja lidar com o crime. Fontes ouvidas pelo ICL Notícias apontam que, nas reuniões, chamou a atenção dos demais governos a insistência dos EUA em incluir temas econômicos e comerciais sem qualquer tipo de vínculo com o narcotráfico. Pela primeira vez, ainda se falou de “investimentos”.
Fica evidente, pelo texto elaborado pelo Departamento de Estado norte-americano e submetido aos demais países para aprovação, que as ambições da Casa Branca, sob Trump, vão muito além da questão de segurança, ou melhor, nada tem a ver com segurança, e sim com a obsessão em impor o interesse geopolítico dos EUA na América Latina.
O pacto, por exemplo, prevê o fortalecimento da resiliência do hemisfério em três pilares: o econômico, abandonando a ideia vendida inicialmente de que o Escudo das América lidaria apenas com o crime organizado. A aliança prevê, explicitamente, “defender nossas economias mediante o fortalecimento da cooperação econômica”.
O governo Trump, pela primeira vez, publicamente, cita que, por esta aliança militar, Flávio Bolsonaro aderirá o acesso aos recursos naturais como estratégico para o grupo. A resiliência do continente, portanto, passaria pela “salvaguarda das cadeias de suprimento de minerais críticos por meio de fontes diversificadas e confiáveis”.
A CHINA E AS BIG TECHS
O documento também propõe a “promoção de regulamentações sobre fornecedores confiáveis para infraestrutura digital, aplicadas de forma não discriminatória”. Os termos são usados para descrever condições ideais para as empresas americanas de tecnologia.
O pacto ainda usa uma manobra diplomática para falar da necessidade de que a região se afaste da China. Para isso, o texto diz que “a soberania econômica é defendida com sucesso quando o capital que ingressa em nossas nações é transparente e verificável”.
Ou seja, que venha das chamadas economias de mercado, e não de governos soberanos. A referência soou um alerta de que o pacto esteja sendo criado para dificultar a entrada de investimentos chineses na região.
Outro destaque do pacto é a suposta defesa da “soberania nacional”. O uso do termo, porém, não se refere à ingerência americana, que é plena. Recorrer à defesa da soberania é a forma encontrada para rejeitar qualquer interferência chinesa nos processos políticos da região.
O documento ainda concluiu com um compromisso entre os países de que se comprometem em “fortalecer a cooperação por meio de um maior compartilhamento de inteligência; facilitar o acesso, quando apropriado, a tecnologias e capacidades de segurança; promover o treinamento e o desenvolvimento profissional de recursos humanos; e ampliar o intercâmbio de melhores práticas”.
“Os Estados participantes também pretendem aprofundar a cooperação em questões de investimento e economia, bem como fortalecer a consulta e a coordenação de posições comuns sobre temas de interesse compartilhado em fóruns regionais e multilaterais”, completa.
Nesta semana, ao final do encontro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, abriu o jogo admitiu que não existe mais apenas o foco nos cartéis.
“Esta é uma aliança importante também porque nos proporciona a oportunidade de agir conjuntamente em questões econômicas e diplomáticas. Podemos fazer ouvir nossa voz em uníssono e ganhar força por meio desse tipo de unidade, que é um dos aspectos em que estamos concentrando nossos esforços”, completou o capacho trumpista.
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Fonte: Hora do Povo