Flávio reafirma, em entrevista na Globo, que vai seguir protegendo bandidos e milicianos

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Por Hora do Povo — Hora do Povo

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Defendeu espalhar armas que, em sua grande parte, abastecem o crime organizado e as milícias. Voltou a rebaixar o papel das FFAA, jogando-a no papel de polícia, e a desdenhar os policiais brasileiros

Perguntado por Renata Lo Prete sobre por qual motivo ele e seu grupo político defenderam um projeto que desobriga o registro de munições e dificulta o rastreamento de armas ilegais, Flávio desconversou, não respondeu e disse que isso era um “detalhezinho” sem importância.

Essa medida facilitou a disseminação de armas para grupos criminosos. O candidato da extrema-direita insistiu também na ideia de retomar a entrega de milhões de armas para pessoas que ele considera “pessoas de bem” – tipo Sicário, Adriano da Nóbrega ou TH Joias – que, em sua maioria vão parar nas mãos dos milicianos e traficantes. Durante a entrevista ocorreu um dos maiores panelaços já ouvidos no Brasil.

Sobre o montante de dinheiro que ele pediu ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, Flávio não explicou porque pediu R$ 134 milhões ao banqueiro quando os gastos com o filme ficaram, segundo os dados obtidos até agora, em R$ 71 milhões. A Polícia Federal suspeita de Caixa 2. Investigações mais recentes apontam que dos R$ 70 milhões enviados para os EUA, apenas R$ 2 milhões retornaram ao Brasil.

A PF apura se parte desse dinheiro acabou sendo usada para bancar a estadia de Eduardo em território americano. O dinheiro chegou a um fundo responsável pelo financiamento do filme, nos EUA, por meio de uma empresa que já era suspeita de integrar o ecossistema de fraudes do Master, a Entre Investimentos e Participações.

Flávio mentiu novamente também sobre a contrapartida ao suborno milionário recebido de Vorcaro. Ele disse: “mais uma vez, eu vou esclarecer quantas vezes forem necessárias: eu estou falando de um pedido de patrocínio privado para um filme privado, sem absolutamente nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República”.

Entretanto, mensagens obtidas recentemente pela PF desmentem Flávio e confirmam que logo após as primeiras reuniões entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro, o então deputado Felipe Barros, íntimo de Flávio e Eduardo, apresentou uma proposta para elevar o limite do Fundo Garantidos de Crédito (FDC) de R$ 250 mil para R$ 1milhão. Essa era uma demanda fundamental de Daniel Vorcado. Esta é uma contrapartida concreta à propina de R$ 70 milhões. Além disso, todo mundo sabe que o dono do Master roubou dinheiro público, de servidores e aposentados, e os repassou para Flávio.

Ele tentou aproveitar a entrevista para divulgar uma fake news já desmoralizada. A de que Vorcaro teria passado dinheiro para o filme sobre Lula. Renata Lo Prete desmentiu Flávio e disse que esta informação não era oficial. Na verdade já se sabe que a revista Veja fabricou um áudio criminoso de dentro da cadeia com Vorcaro tentando livrar a cara de Flávio e mentindo sobre Lula.

Sobre os cortes de direitos sociais, Flávio seguiu o mesmo roteiro de mentiras. Confirmou um corte no Orçamento de 2027 de R$ 250 bilhões. Isto é, vai meter seu “tesouraço” sobre o Orçamento da União e desativar vários programas e investimentos estratégicos do país. Na entrevista ele escondeu de onde vai cortar.

Voltou a afirmar que vai rebaixar o papel da Forças Armadas jongando-as para funções de polícia. Ou seja, vai abandonar a defesa da soberania nacional ao mesmo tempo que desdenha das forças policiais do país. Confirmou também que pretende entregar as ações de polícia no Brasil para a CIA, através da entrada no “Escudo das Américas”, uma arapuca de Trump para facilitar sua intromissão nos assuntos internos dos países da América Latina.

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Fonte: Hora do Povo

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