Flávio é política da molecagem: desprezo e deboche — Debate da Band não pode se repetir na Globo

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Por Davis Sena Filho — Brasil 247

Ontem, no debate da Band, não houve debate, mas sim a arrogância e a soberba a mostrar até onde um sujeito desqualificado e irresponsável não tem limites éticos quando se trata de defender seus interesses pessoais, familiares e das “elites” do atraso deste País rico de povo pobre. Assim é Flávio Bolsonaro em busca, pasmem, de ser presidente da República do Brasil, um país continental e poderoso, que está entre as dez economias mais importantes do mundo e com uma população de quase 215 milhões de habitantes.

O filho chamado de 01 do presidiário de Jair Bolsonaro faz do escárnio seu modo de vida e do desrespeito sistemático sua maneira de fazer política, a política suja, bárbara e marginal, que tem por propósito, e apenas isso, evitar o debate propositivo, não responder às perguntas que incomodam e fazer da pilhéria a maneira mais sórdida de desrespeito ao adversário, no caso o Lula, por meio de mímicas, negações de cabeça e caretas dignas de um palhaço sem graça, mas brutalmente covarde e mentiroso.

A equipe de Lula tem que urgentemente conversar com a Globo sobre as condições e regras do debate, que será realizado no dia 23 de outubro. É inaceitável que Flávio Bolsonaro repita, na Rede Globo, seu comportamento nefasto com seu adversário e altamente desrespeitoso com o público e, principalmente, com a instituição política e eleitoral que são as eleições, sendo que a presidencial é a mais importante.

Lula não pode, aos 80 anos de idade, ser alvo de desrespeitos. Lula é um político de expressão planetária e respeitado nos fóruns internacionais por suas posições de independência e soberania com foco na cooperação entre os povos e as nações. O mandatário brasileiro não deve se sujeitar a ser alvo de um moleque da pior espécie como o é Flávio Bolsonaro. Trata-se do playboy irresponsável e inconsequente que exemplifica, ipsis litteris, a “rapaziada” endinheirada, branca e rica, que nasceu, cresceu e está a envelhecer com enorme desprezo pelo País e pela população brasileira, sem ter noção alguma de suas demandas, necessidades e realidades no dia a dia de suas vidas.

Flávio trata com desdém as questões brasileiras como se fossem sem importância, bem como ao enfrentar o Lula o trata como se fosse uma pessoa desimportante e sem biografia, quando a verdade é que Lula é um dos cinco brasileiros mais emblemáticos e importantes da história do Brasil e seu principal condutor há décadas em defesa da democracia, da Constituição e do Estado Democrático de Direito.

O presidente Lula, no passado, combateu a ditadura militar e no presente implementa um governo de ações pragmáticas quanto ao desenvolvimento econômico e social, a lutar incessantemente para garantir a emancipação do povo brasileiro e a soberania do Brasil, porque se um País é colonizado, não haverá condições de garantir a autodeterminação e, com efeito, ser dono do seu presente e futuro, do seu próprio nariz e assim implementar programas governamentais e projeto de País, sempre em busca de melhoria da qualidade de vida da sociedade brasileira.

Flávio, ao contrário desses valores e princípios republicanos, deseja recrudescer a desigualdade sociais e regionais, a estratificar ainda mais as classes sociais, porque impor e manter a segregação socioeconômica é a forma mais perversa e elitista que um governante associado aos seus apoiadores colocarão em prática com a intenção de concentrar brutalmente renda e riqueza, por intermédio do sequestro do Estado.

Um hipotético governo de extrema direita e ultraneoliberal de Flávio Bolsonaro passará a extinguir direitos, a congelar investimentos, a negar reposições salariais e previdenciárias, além de bloquear e diminuir recursos para a educação, a cultura, a saúde, a ciência e a infraestrutura, a paralisar milhares e milhares de obras, como fez, irresponsavelmente, seu pai, que ora se encontra preso por tentar um golpe de estado, dentre outros graves crimes.

O “tesouraço” que o filhinho do papai anuncia, entre risos debochados para realizar seu “ajuste fiscal” ultraneoliberal, é de R$ 200 bilhões. Isto mesmo, cara-pálida! Você viu e ouviu bem: R$ 200 bilhões. Você acha que para tomar posse desse dinheiro Flávio Bolsonaro vai cortar dos ricos? Você acredita que ele vai aumentar os impostos dos ricos, combater a sonegação de impostos e as remessas ilegais de dinheiro? Evidentemente que não, até porque você não seria tão ingênuo ou patético…

Flávio vai fazer o que ele, seus irmãos e seu pai sempre fizeram, ou seja, serão os Robin Hoods às avessas: um País de poucos, para beneficiar os ricos. Se você ficar indignado e revoltado, prepare-se, porque Flávio dirá: “Quem pode, pode; quem não pode, se sacode”. É capaz de ele falar até de “meritocracia”, como se Flávio tivesse feito alguma coisa na vida que dependesse de seu esforço e competência, porque sempre desde moço recebeu tudo nas mãos. Até seu primeiro emprego foi como funcionário fantasma, mas sempre a se esbaldar sob o dourado sol de Angra dos Reis.

Flávio Bolsonaro é a fina flor da desfaçatez em forma de cinismo e hipocrisia, a realizar um debate frontalmente desrespeitoso e pleno de caretas sarcásticas, gestos insolentes e palavras desairosas, porque sem decoro nenhum. Esse indivíduo de palavras sórdidas é, sem dúvida, a promessa da fome, da miséria, do desmonte do Estado e da entrega das riquezas brasileiras aos Estados Unidos. Este país da América do Norte é a sua paixão infantilóide, que no seu imaginário doentio e submisso é o paraíso na terra, mas que de fato é uma distorção da realidade, que foi ensinada pelo seu pai, o presidiário Jair Bolsonaro, o maior responsável pela morte de mais de 700 mil brasileiros por Covid-19.

Lula e sua equipe, volto a ressaltar, têm que urgentemente se reportar à direção da Globo e estabelecer que Flávio Bolsonaro não pode novamente fazer gestos, caretas e negações enquanto o presidente Lula apresenta suas propostas de governo ao povo brasileiro. De alguma forma, o candidato Lula tem que se apresentar em paz, de maneira a ser compreendido pelos brasileiros e não interrompido por uma pessoa de atos deletérios, que nasceu, foi criado e está a envelhecer a enganar as pessoas, mentir e dissimular, que é a forma dele fingir o que não é. Flávio é a política da molecagem, do desprezo e do deboche, a tônica de sua vida dedicada a enriquecer e a se divertir, de preferência com a dor das pessoas e com o subdesenvolvimento do Brasil. É isso aí.

Fonte: Brasil 247

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