Flávio Bolsonaro vota no RJ, repete discursos sem provas e mente sobre ameaça à imprensa
Por Redação — Brasil de Fato
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O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) votou na manhã deste domingo (4) na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro. Ao conversar com jornalistas na saída do colégio eleitoral, o senador voltou a recorrer a declarações falsas e sem comprovação, alegando que a liberdade de imprensa no Brasil estaria “ameaçada” e que veículos de comunicação seriam “perseguidos” caso o atual governo seja reeleito.
“Eu quero acabar esse mandato como presidente da República, garantindo a liberdade de imprensa de todos vocês, que foi ameaçada e vai continuar sendo ameaçada caso esse atual governo continue”, afirmou o candidato.
Ele acrescentou que “a única forma de a imprensa continuar criticando o presidente da República é se o próximo presidente for Flávio Bolsonaro”. Sem nunca ter apresentado qualquer evidência, disse que, em cenário adverso, “a imprensa vai ser perseguida, os políticos serão perseguidos, o brasileiro será perseguido”.
A retórica catastrófica sobre o cerceamento da imprensa contrasta com o histórico de checagens sobre a atuação do próprio filho do ex-presidente preso, Jair Bolsonaro. Um levantamento publicado pela agência de checagem Aos Fatos apontou que o senador acumulou ao menos 43 declarações falsas ou enganosas nos últimos sete meses, em especial para tentar afastar sua imagem das apurações da Polícia Federal (PF) envolvendo o Banco Master e o financiamento do filme “Dark Horse”.
Durante a fala aos jornalistas, Flávio Bolsonaro também fez afirmações sem respaldo factual sobre o cenário eleitoral e a situação socioeconômica do país. O candidato declarou que pesquisas internas de sua campanha mostrariam que ele teria ultrapassado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno.
O postulante do PL pregou o “voto útil” e pediu um “voto de protesto” contra a atual gestão federal, à qual atribuiu “recorde de impostos altos, recorde de violência e recorde de pessoas endividadas”. As declarações de tom alarmista foram feitas sem a apresentação de dados oficiais ou métricas de comparação.
Aos 45 anos, o senador pelo Rio de Janeiro é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e foi escolhido para encabeçar a chapa presidencial do partido após disputas internas no fim de 2025. Após registrar o voto acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, o candidato informou que acompanhará a apuração dos resultados no Rio de Janeiro.
Os demais candidatos ao Palácio do Planalto registraram seus votos ao longo da manhã deste domingo (4) em seus respectivos colégios eleitorais.
Em Araxá (MG), o ex-governador Romeu Zema (Novo) votou na Escola Estadual Delfim Moreira. Zema ingressou na cabine portando um aparelho celular, conduta proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), votou no Colégio Estadual Zizi Perillo Caiado, no município de Nova Crixás (GO), ao lado do candidato a vice-presidente na chapa, Gilberto Kassab (PSD), e de familiares.
Na capital paulista, Renan Santos (Missão) registrou voto na Escola Estadual Professor José Geraldo de Lima, na zona sul. Já o escritor Augusto Cury (Avante) votou na Escola Municipal Coronel José Venâncio Dias, em sua cidade natal, Colina (SP).
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Fonte: Brasil de Fato