Flávio Bolsonaro representa o perigo das milícias no poder
Por Adilson Paes de Souza — Brasil 247
O Brasil atravessa um momento decisivo. A democracia, conquistada com suor e sangue, enfrenta uma ameaça concreta: a possibilidade de que o crime organizado, por meio da candidatura de Flávio Bolsonaro, alcance o poder máximo da República. Não se trata apenas de uma disputa eleitoral, mas de uma batalha pela sobrevivência das instituições democráticas e pela segurança da população. Vamos aos fatos.
1. A trajetória de Flávio Bolsonaro e sua ligação com milicianos
Flávio Bolsonaro, ao longo de sua carreira política, construiu uma rede de relações perigosas com figuras centrais das milícias do Rio de Janeiro.
- Capitão Adriano da Nóbrega: assassino e chefe do Escritório do Crime, foi homenageado duas vezes por Flávio na ALERJ, recebendo inclusive a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria concedida pela Casa. Sua esposa e sua mãe foram empregadas no gabinete de Flávio, mesmo com o conhecimento público de seu envolvimento no crime.
- Ronie Lessa e Élcio de Queiroz: ambos envolvidos no assassinato de Marielle Franco, mantinham proximidade com a família Bolsonaro.
- Os PMs Edson Alexandre e Major Ronald: também homenageados por Flávio, apesar de seu histórico de crimes graves, incluindo assassinatos e ocultação de cadáver.
Esses casos não são isolados. Revelam um padrão sistemático de apoio, proteção e convivência com criminosos.
Relação que persiste no tempo, reportagens recentes expõem e confirmam que Flávio Bolsonaro destinou emendas parlamentares a entidades ligadas a milicianos condenados pelo assassinato de Marielle Franco, reforçando um histórico de homenagens e vínculos com figuras do crime organizado. Flávio Bolsonaro destinou R$ 200 mil em emendas ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), em 2023, após pedido direto de Robson Calixto (“Peixe”), miliciano condenado pelo STF por participação no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Conversas entre Calixto e assessores de Flávio mostram proximidade e negociação direta para liberação da verba. A PF investiga desvio de recursos e lavagem de dinheiro; além disso, a política armamentista de Jair Bolsonaro foi considerada pelo STF como facilitadora do desvio de armas para facções e milícias.
2. O fortalecimento das milícias durante o bolsonarismo
Em entrevista à BBC em 2008, Jair Bolsonaro declarou: “Elas (milícias) oferecem ordem e disciplina nas comunidades. O governo deveria apoiá-los e no futuro legalizá-los”. Essa frase não foi apenas uma opinião, foi a manifestação expressa de um projeto político.
Durante o governo Jair Bolsonaro, houve uma explosão no número de CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores):
- Em 2018: 117 mil CACs.
- Em 2022: mais de 783 mil CACs.
O arsenal saltou de 350 mil armas para mais de 1 milhão.
Essas medidas abriram caminho para que facções criminosas e milícias adquirissem armas e munições de forma legal, ampliando seu poder bélico e sua capacidade de intimidação. Ronie Lessa, um dos assassinatos de Marielle, era CAC.
3. O impacto social e democrático
A promiscuidade entre políticos e milicianos não é apenas um problema ético: é uma ameaça direta à vida da população.
As milícias controlam territórios, exploram moradores com taxas ilegais e atuam como máfias locais. Com acesso facilitado a armas, ampliam sua capacidade de violência e de domínio sobre comunidades inteiras. A política de liberação de armas e munições de Jair Bolsonaro ajudou a armar o crime organizado.
A entrada de representantes ligados às milícias no poder significa institucionalizar o crime organizado, transformando o Estado em cúmplice da violência.
O assassinato de Marielle Franco é o símbolo mais doloroso dessa realidade: uma parlamentar executada por denunciar os abusos das milícias. A proximidade dos assassinatos com a família Bolsonaro não pode ser ignorada.
4. O futuro em risco
Flávio Bolsonaro presidente significa:
- Milícia no poder: a legitimação de grupos criminosos como atores políticos.
- Armas nas mãos do crime: continuidade da política armamentista que fortalece facções e milícias.
- Democracia fragilizada: instituições capturadas por interesses criminosos.
- Segurança pública destruída: o Estado se tornando cúmplice da violência, em vez de combatê-la.
Nós, cidadãos conscientes, não podemos permitir que o Brasil seja governado por quem tem promiscuidade com assassinos e milicianos. O futuro da democracia e da segurança pública depende de barrarmos esse projeto criminoso.
Flávio Bolsonaro presidente significa milícia no poder. O Brasil não pode aceitar isso.
Fonte: Brasil 247