Flávio Bolsonaro foge e não participa da votação pelo fim da escala 6×1 porque defende a 7×0
Por Redação — Esquerda Diário

Acovardado, Flávio Bolsonaro não participa hoje da sessão do Senado que vota o fim da escala 6×1.
Depois de um discurso mentiroso de que iria votar pelo fim da escala 6×1, Flávio Bolsonaro finalmente fez algo coerente: fugiu da votação para seguir defendendo seu projeto escravista de escala 7×0, a PEC de Rogério Marinho que prevê a remuneração por horas trabalhadas, sem direito a descanso remunerado.
Na tarde de hoje, o líder do PL da Câmara de Deputados, Sóstenes Cavalcante, reafirmou que o verdadeiro plano do candidato bolsonarista à presidência é aprovar a PEC das Horas Trabalhadas em 2027.
Flávio desmaia e passa mal quando tem que enfrentar os trabalhadores. Não teve a coragem de defender o seu projeto escravista contra o fim da 6×1. Espera que, caso eleito, se apoiando na bancada reacionária eleita no Congresso, possa garantir os interesses mais espúrios dos capitalistas de legalizar a exploração desenfreada no país.
Essa covardia é um sinal para todos os trabalhadores, o conjunto dos setores explorados e oprimidos, que a sua organização contra os ataques capitalistas, contra a escala 6×1, a reforma trabalhista e da previdência, é o caminho para combater a extrema-direita e o seu projeto de país. Mas também que a extrema-direita segue armando passar a perna nos trabalhadores e aprovar a escala 7×0 quando tiverem as condições.
A aprovação da PEC 221/2019 não vai garantir o fim da escala 6×1. A sua aprovação é uma mostra do amplo rechaço que a população tem hoje com a situação de exploração em que vive, perdendo a vida no trabalho, sem direito a lazer, a ter tempo com a família ou para cuidar da saúde. Mas é preciso impor uma grande mobilização que aponte uma correlação de forças que faça essa extrema-direita se acovardar de vez e leve seu projeto escravista para a lata de lixo da história. É fundamental que as centrais sindicais petistas, a CUT e a CTB, parem de confiar nas negociatas e nas eleições do governo e organizem em cada local de trabalho uma greve geral que imponha de fato o fim da escala 6×1.
Fonte: Esquerda Diário